Tendências conflitantes no conilon do ES

Notícia veiculada na edição de hoje do programa Globo Rural aponta que os produtores de café conilon do Espírito Santo estariam aproveitando a reação nos preços, dos últimos dias, para vender suas colheitas.

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Notícia veiculada na edição de hoje do programa Globo Rural aponta que os produtores de café conilon do Espírito Santo estariam aproveitando a reação nos preços, dos últimos dias, para vender suas colheitas.

Na reportagem foi mostrado o depoimento do agricultor Luiz Goldner, de Colatina, que pretende vender parte das quase 300 sacas de café que acaba colher, retendo uma parcela, a espera de melhoria nos preços.

"Vender aos poucos, de acordo com a necessidade do serviço. A gente vai vendendo e esperando que o preço segure e melhore para pelo menos R$ 200,00", disse Goldner.

Foi ouvido também Carlos Bortolini, que trabalha com exportação de conilon, cuja empresa, com a valorização do produto, aumentou em 30%, em julho, as vendas externas, que eram de 15 mil sacas por mês.

"A expectativa de exportação do café conilon é que ele venha a ter um acréscimo, seguramente, até outubro. A partir de outubro, começa a chegar ao mercado a safra vietnamita. Então, a gente tem uma tendência de redução de preço do café para exportação", explicou Bortolini.

Por outro lado, Antônio Joaquim de Souza Neto, presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de S. Gabriel, Cooabriel, discorda da existência desse movimento de vendas. Souza Neto foi ouvido pela equipe do CaféPoint.

"Na realidade, a maior valorização se deu nas bolsas internacionais e a indústria de torrefação brasileira, que é quem compra a maior parte do conilon, não absorveu este custo, nem elevou os preços no mercado interno na mesma proporção. Os produtores continuam procurando segurar o produto, pois é clara a noção de que os preços devem subir, principalmente, a partir de dezembro."

Quanto à possibilidade de financiar a estocagem, com os recursos disponibilizados através da resolução 3369, que normatiza o programa anticíclico, anunciado, na última sexta, pelo governo, Souza Neto afirma que tem havido grande interesse por parte dos cooperados e as operações começam a fluir.

"Todos os dias estão sendo assinados contratos e emitidos certificados de depósito do café armazenado. A maior parte dos nossos produtores quitou as dívidas antigas, no ano passado, e agora está desimpedido para tomar novos financiamentos, além de que, alguns deles conseguirão reter sua produção sem sequer necessitar dos recursos disponibilizados", disse.

Fonte: Equipe CaféPoint, com informações do Globo Rural.
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