Tendência de irregularidade nas chuvas até novembro

Neste ano, a temperatura do Oceano Pacífico Equatorial encontra-se mais baixa que o normal, fenômeno conhecido por La Niña. Este esfriamento anômalo das águas do Pacífico muda a direção dos ventos e dos sistemas meteorológicos em todo o globo. No Brasil, as frentes frias, sistemas que mais provocam chuvas no País, acabam avançando apenas pela costa, provocando chuvas fracas no litoral e inibindo as chuvas no interior. Por isso que, o primeiro semestre deste ano já foi mais seco que o normal em parte do Sudeste.

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Neste ano, a temperatura do Oceano Pacífico Equatorial encontra-se mais baixa que o normal, fenômeno conhecido por La Niña. Este esfriamento anômalo das águas do Pacífico muda a direção dos ventos e dos sistemas meteorológicos em todo o globo. No Brasil, as frentes frias, sistemas que mais provocam chuvas no País, acabam avançando apenas pela costa, provocando chuvas fracas no litoral e inibindo as chuvas no interior. Por isso que, o primeiro semestre deste ano já foi mais seco que o normal em parte do Sudeste.

E a tendência é de irregularidade nas chuvas até novembro. Da mesma forma que o outono teve precipitação irregular, tudo indica que a primavera também terá chuvas mal-distribuídas. A La Niña apenas não influencia de forma muito determinante as chuvas do verão. Entretanto, as chuvas de primavera e outono são bastante influenciadas.

Celso Oliveira, meteorologista da Somar, chama a atenção para o mercado, que oscilará muito nas próximas semanas em função da mudança das previsões e das chuvas que poderão vir a acontecer. "Nesta semana mesmo, já estamos observando esta oscilação nos preços do café. Lembro que no ano que vem, espera-se uma produção "cheia" de café, de acordo com a fisiologia da planta", comenta.

E os próximos meses seguem na mesma tendência. Irregularidade nas chuvas. Não vale a pena nos preocuparmos com volumes, pois o problema será a distribuição temporal das precipitações. Os meses de julho, agosto e setembro foram e são os exemplos desta situação. Algumas localidades fecharam o mês de julho com 400% de precipitações acima da média. Mas de nada adiantará, se até o final de setembro permanecer seco, como está prometendo.

Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint, com informações da Somar Meteorologia.
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