Técnicas para monitorar a fertirrigação são apresentadas por pesquisador

Clorofilômetro e condutividade elétrica são algumas soluções práticas encontradas para que técnicos e produtores possam medir em campo a nutrição do cafeeiro.

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Por Thais Fernandes, de Araguari (MG)

Novas possibilidades para medir, com praticidade, o nível de nutrição das plantas em campo são o foco de pesquisas realizadas pelo Prof. Dr. Roberto Lyra Villas Boas, da Unesp Botucatu. “Se faltar nutrientes no solo falta produção no cafeeiro. Ao mesmo tempo, o excesso de adubo também é prejudicial. Por isso a busca pelo monitoramento do nível de nutrição do cafeeiro é tão importante”, analisou.

Foto: Henrique Vieira/ Fenicafé

Prof. Dr. Roberto Lyra Villas Boas, da Unesp Botucatu, apresenta técnicas para monitoramento da fertirrigação do cafeeiro
 
 
Em sua palestra “A importância do acompanhamento da lavoura na fertirrigação do cafeeiro”, apresentada durante o primeiro dia da 18º edição do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada, que ocorre na  Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), o pesquisador apresentou três técnicas. Entre elas, duas podem ser realizadas de maneira prática e direta em campo:

- clorofilômetro: a técnica consiste em medir o nível de clorofila na planta, através de um aparelho que verifica a cor da folha. Quanto mais verde, mais clorofila e, por tanto, mais nitrogênio naquela planta. Para efeito de comparação, é possível fazer o monitoramento em campo, colocando mais nitrogênio em um cafeeiro específico e observar, após determinado tempo, se a cor de suas folhas se intensificou. Caso a resposta seja positiva, quer dizer que aquela lavoura ainda pode receber mais doses de nutrição.

- condutividade elétrica: de acordo com Villas Boas, o nível de nutrição medido no solo pode indicar quais resultados serão obtidos mais tarde pela planta. Para encontrar esse dado, é possível utilizar condução elétrica a seu favor. Quanto mais adubo presente, maior a corrente elétrica, o que aponta alta quantidade de sal presente na solução de solo local.

Um terceiro processo, ainda em desenvolvimento para a cultura cafeeira, é através da retirada do líquido do caule da planta e, a partir disso identificar os nutrientes presentes na planta. A metodologia, contudo, ainda é melhor aplicada em laboratórios do que em campo. “É bom trazer esse tipo de pesquisa para eventos como esse, pois é necessário que os especialistas e agrônomos levem as novas possibilidades para testes”, explica o Prof. Dr. Roberto Lyra Villas Boas.
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