Foto: Felipe Gombossy/ Café Editora
Segundo um relatório apresentado pelo Instituto de Pesquisa do Café da Tanzânia (TaCRI), durante a feira agrícola de Nane Nane, o programa, além de aumentar a produção de grãos de café, visa aumentar a renda e melhorar os meios de subsistência dos produtores, dispersos em diferentes zonas do país. "Essa é a única maneira de alcançar a revolução verde na indústria do café", informou o levantamento.
Para atender a demanda por mudas híbridas necessárias para distribuição e replantio de cerca de 365.00 hectares, o TaCRI, empresa com sede em Lyamungo, no Kilimanjaro, criada anos anos 2000 e dedicada à pesquisa de café, lançou 15 variedades de café arábica resistentes à doenças dentro do programa de melhoramento. Epidemias conhecidas por atacar a espécie são a doença da baga do café (CBD) e a doença da folha do café (CLD). No leste da África, cerca de 36 pragas foram relatadas.
Também foram lançadas quatro variedades de café conilon para os produtores da região de Kagera. As variedades são resistentes à doença Coffee Wilt Disease (CWD), conhecida por traqueomicose, e tem excelente qualidade de bebida.
A implementação bem sucedida do programa contribuirá para a sustentabilidade financeira do TaCRI, que obtém sua renda anual de uniões e sociedades cooperativas que lidam com processadores de café e com o setor privado. O instituto também obteve seus fundos do governo e dos doadores, especificamente a União Europeia (UE) e o Fundo de Doação para o TaCR, através de atividades colaborativas.
As informações são do The Citizen/ Tradução Juliana Santin