Sylvia Saes: o produtor precisa unir tecnologia e qualidade

Sylvia Saes, professora do Departamento de Administração da USP, pesquisadora do PENSA e colaboradora do CaféPoint, esteve presente no Seminário Internacional de Café de Santos, nos dias 18 e 19 de maio, participando do painel sobre produção brasileira da safra 2010/11. Sylvia concedeu entrevista ao CaféPoint e falou sobre a atual situação dos cafeicultores e do setor e sua opinião sobre o Drawback. Acesse e confira!

Publicado por: CaféPoint

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Sylvia Saes, professora do Departamento de Administração da USP, pesquisadora do PENSA e colaboradora do CaféPoint, esteve presente no Seminário Internacional de Café de Santos, nos dias 18 e 19 de maio, participando do painel sobre produção brasileira da safra 2010/11. Sylvia concedeu entrevista ao CaféPoint e falou sobre a atual situação dos cafeicultores e do setor e sua opinião sobre o Drawback.

Veja a entrevista na íntegra.












Clique aqui e faça o download do áudio.

"A cafeicultura é bem complexa pois existe produtores com várias tecnologias. Tem também a diferenciação do produto em relação a qualidade, porque o café não é simplesmente uma commoditie".

"Na questão de tecnologia, um grande fator que tem complicado a questão da lavoura é o fato de se ter colheita mecânica ou manual. No caso da colheita manual, como o salário tem crescido nos últimos anos, muitas vezes os ganhos de produtividade não são capazes de fazer esse aumento salarial ser absorvido".

"No café de qualidade média o gasto com mão-de-obra para colheita manual acaba impactando na rentabilidade de produção".

"Se além do produtor usar mão-de-obra cara ele vender café de qualidade média, aí sim ele está encalacrado".

"Não existe uma equação simples. Pode ter produtores em região de montanha que estão vendendo muito bem, pois tem o custo alto mas o preço dele é lá em cima".

"Produtores pequenos que utilizam mão-de-obra familiar, que de certa forma embutem dentro do custo de produção a mão-de-obra familiar, também conseguem sobreviver".

"Há casos de produtores médios que estão na fazenda olhando o que está acontecendo, marcando todos os custos e estão bem".

"Se o médio produtor estiver fazendo qualidade, utilizando tecnologia de beneficiamento que faz um produto descascado, por exemplo, ele consegue vender melhor".

"Em relação ao Drawback, fizemos um trabalho há muito tempo e percebemos que o solúvel está crescendo muito no mundo e que o Brasil tem muita participação no mercado internacional. Há crescimento de produtores de robusta, mas em algum momento pode haver queda de produção e como o Brasil não pode importar café a indústria de solúvel acaba perdendo mercado".

"O problema é o seguinte: quando se tem uma indústria que perde mercado, não é de um dia que outro que volta para o mercado. Demora para voltar a ter participação e muitas vezes não consegue".

"Por isso, somos favoráveis sim a importação de café, como temos a importação de soja na entressafra, primeiro por conta de problemas climáticos e falta de oferta, e mais do que isso para que possamos fazer blends e exportar".

"Não vamos abrir o mercado simplesmente, tem que haver uma série de regras para importação. Pode criar regras, o que não pode é perder mercado por conta disso. Muitas indústrias de solúvel já desistiram do Brasil, foram embora, e algumas abriram empresas em outros lugares."

"Não importar será pior para o produtor no longo prazo."
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sylvia saes
SYLVIA SAES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/05/2010

Caro Francisco,

Posso compreender a sua angústia, principalmente pelo fato de que nem sempre se constroem regras claras para os negócios. Mas, só gostaria de reforçar que meu argumento é a favor da cafeicultura brasileira. De forma nenhuma, o produtor deve ser sempre penalizado. Entretanto, tenho certeza de que sabemos que a perda de participação das empresas brasileiras de solúvel no mercado global e o advento do crescimento do parque industrial no oriente significam perda de um mercado para os cafeicultores nacionais, principalmente no longo prazo.

Convido-o a ler nosso último artigo, que pretende discutir de forma mais clara estes argumentos.

Abraços,
alexsandro pivetta
ALEXSANDRO PIVETTA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 28/05/2010

concordo com o sr francisco....
mesmo na agricultura familiar o custo de nossa produção já é alta com os preços muito baixos para venda.

importando de lugares onde não conseguimos competir custo de produção. o que será de nos produtores de café?

Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 27/05/2010

Cara Silvia,

Algum dia voce plantou, capinou, colheu ou comercializou café?

Pois é!

Se voce já o fez, com toda certeza sua resposta ao drawback não seria esta.
Jose Miguel Azevedo Pirovani
JOSE MIGUEL AZEVEDO PIROVANI

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 26/05/2010

Eu vejo a produção desse ano muito comprometida pois eu vejo os produtos que eu do assistência todos eles estão reclamando de café sem granação os produtores do sul do espirito santo estão com a mão de obra muito cara e pouco valorizado o preço do café para ser comercializado no mercado ´vejo que tera que ser feito uma politica encima do café para poder melhorar para poder ajudar o produtor .