Sul de MG: cafezais têm cenário de desolação

O cenário da produção de café no sul de Minas Gerais é de desolação, segundo a presidente do sindicato rural. São fazendas abandonadas e instalações que não são mais recuperadas. Além da falta de tratos culturais nas lavouras, muitos produtores não estão conseguindo pagar seus financiamentos e as prorrogações dos prazos chegam depois dos vencimentos.

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O cenário da produção de café no sul de Minas Gerais é de desolação, segundo a presidente do sindicato rural. São fazendas abandonadas e instalações que não são mais recuperadas. Além da falta de tratos culturais nas lavouras, muitos produtores não estão conseguindo pagar seus financiamentos e as prorrogações dos prazos chegam depois dos vencimentos. "O perfil do produtor aqui é de gente muito honesta e eles ficam desesperados querendo pagar, sem ter como pagar".

A cafeicultura continua sendo um dos setores agrícolas mais prejudicados pela baixa taxa do câmbio. As altas das cotações na bolsa de Nova Iorque não beneficiam os produtores, que trabalham com o real valorizado. Além disso, o café fino, que alcançou a mais alta cotação, não existe no mercado brasileiro, devido à colheita prejudicada pelas chuvas. Cristina Ribeiro do Vale, presidente do sindicato rural de Guaranésia, MG, afirma que os preços praticados ainda não cobrem o custo de produção. "O café que ficou nos estoques vale muito menos e não cobre o custo que temos de produção".

Outro problema enfrentado pelo setor é o aumento do custo da mão de obra, devido às altas do salário mínimo. A atividade é a que mais emprega no país, no setor agrícola. "Nós não estamos conseguindo fazer todos os tratos culturais. A colheita acabou em outubro e o pessoal que trabalhou está sendo dispensado. Agora o seguro desemprego está vencendo. As pessoas vêm atrás de serviço e a gente não pode fazer os tratos culturais necessários, porque o preço do café não deixa a gente pagar os salários", explica Cristina.

Cristina faz ainda uma previsão para a cultura. "Na medida que todo mundo vai parando de cuidar do café, vai chegar o momento em que o Brasil terá que importar o café e proporcionar emprego para estrangeiros".

As informações são do portal Notícias Agrícolas, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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Tobias Marini de Salles Luz
TOBIAS MARINI DE SALLES LUZ

MARINGÁ - PARANÁ

EM 22/01/2010

É triste ler comentários como o o Sr. Sérgio, de Muzambinho. Infelizmente muitos produtores no afã de não terem o "nome sujo na praça", vendem suas propriedades para pagar bancos, cooperativas e tradings, deixando o sustento da própria família prejudicado.
Os cafeicultores, talvez pela longa tradição da cultura, não tem costume de enfrentar judicialmente questões relacionadas à seu endividamento, mesmo tendo a seu favor normas jurídicas que o amparem e o protejam do pior: ser obrigado a parar de produzir.
Sob o argumento de que "se eu entrar contra o banco eu não ganho crédito ou eu paro de produzir", muitos vão, ano após ano, criando maiores nós contra seu próprio algoz, até o momento de completo desespero e desgosto da vida.
O judiciário tem se mostrado uma ótima alternativa à crise no campo. Basta saber escolher profissionais capacitados e ter coragem para enfrentar.
Sérgio  Cerávolo
SÉRGIO CERÁVOLO

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/01/2010

Aqui no Sul de Minas, a situação não é diferente, muitos cafeicultores quebrando, vendendo suas terras a preços baixos, para quitar suas dívidas junto aos Bancos.
As lavouras melhores continuam abotoando e abrindo flores. Doenças como Ferrugem, Mancha de Phoma, Ascochita e Aureolada sem controle devido ao clima e falta de manejo por parte do cafeicultor que se encontra descapitalizado.
O desemprego é enorme, a situação é muito preocupante.
O governo está implementando a sua reforma aguária aos pouco, as custas de quem mantem este País alimentado. Está sucateando a nossa agropecuária para em seguida desapropriar as nossas terras. Este raciocínio lógico ouvi dias atrás no Canal Rural de uma mente brilhante ao ser entrevistado pelo Grande João Batista Olivi.
Estamos sózinhos, lutando contra CONAB, MINC, Clima, etc; os primeiros podemos combater nas urnas. Precisamos mais do que nunca de união.
Geraldo Evangelista da Silva Filho
GERALDO EVANGELISTA DA SILVA FILHO

CAPELINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/01/2010


Na nossa região o cenario não é diferente de todo Brasil, lavouras desnutridas, tratos culturais deficientes em função do alto custo da mão de obra, muita exigencia do Ministerio do Trabalho e poucas autoridades preocupadas com o subsidio que os produtores necessitam para capitalisarem, gerar empregos e voltar a obter lucro com a venda do seu produto: Café.
LUIZ SIMONI
LUIZ SIMONI

UMUARAMA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/01/2010

A produção de café na região de Umuarama-Paraná em 2010 deve variar de acordo com a idade, se produziu em 2009, se é ou não irrigado.

- Cafés mais velhos não irrigados floraram muito pouco, provalvelmente devido ao stress hídrico sofrido no primeiro semestre de 2009.
- Cafés esqueleteados (não irrigados) vão produzir, mas não o esperado.
- Cafés novos não irrigados que produziram em 2009, não vão produzir este ano.
- Café irrigados terão a produção esperada, ou seja vão produzir bem.
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/01/2010

Além de tudo, a CONAB até hoje não pagou muitos cafeicultores que participaram do leilão, não dá informação, retém o café em seus armazéns e vai obrigar o cafeicultor a recorrer à Justiça. è o fim da picada.
Sergio soares da silva
SERGIO SOARES DA SILVA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/01/2010

Este cenário para nós produtores não é nenhuma supresa, e agora eu pergunto de onde a CONAB solta que o Brasil vai ter uma safra record/ Eu já disse aqui em outra carta que com certeza não será nós produtores os favorecidos com estas previsões absurdas. Será que ninguém realmente tem a vontade real de nos ajudar? Em conversa com um amigo ele me fez a seguinte pergunta: Vale apena ser produtor no Brasil?, pois se você pegar o seu patrimonio e vender e colocar no banco com uma aplicação segura e com um juros o que voc~e vai receber é muito maior doque esta ganhando hoje, além da tranquilidae sem ter dor de cabeça. Já penspu se todo produtor pensar em fazer isto o que vai acontecer com as pessoas que tomam conta da politica no nosso pais , oque vão comer ou beber. Fica a pergunta.
Fausto Pimentel Cortes Jr.
FAUSTO PIMENTEL CORTES JR.

VILA VELHA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/01/2010

Por aqui a expectativa é a mesma, desolação, Não vejo como poderemos ter aumento de safra se estamos tratando nossas lavouras pior a cada ano e sem condições de contratarmos o efetivo necessário de trabalhadores, face ao custo do salário destes X o preço de uma saca de café. Melhor mesmo é trocar áreas de café por áreas de eucalípito.
Plinio Cyrino Nogueira Filho
PLINIO CYRINO NOGUEIRA FILHO

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/01/2010

Na nossa região a situação é a mesma descrita pela Cristina.Lavouras com baixos tratos culturais, desemprego,demissões, fazendas com casas fechadas, algumas com as instalações sem condições de recuperação, onde ainda se empregam algumas pessoas, mais da metade das casa estão fechadas, restanto tão somente menos que o mínimo necessário para a condução das propriedades.Aqui em nossa propriedade todos os dias chegam pessoas pedindo emprego, mais infelezmente tanto a nossa ,como as outras fazendas não estao empregando.Para se conduzir as propriedades da região como deve ser, deveriamos estar com o triplo de pessoas.Um verdadeiro caos social, que infelizmente, o governo não enxerga.Vamos procurar as lideranças e passar esta tragédia que estamos vivendo. Sem demagogia nenhuma, mas, nós , produtores de café de montanha, somos responsáveis por boa parte da mão de obra da região,quase a totalidade.Abram os olhos.....