Sul de MG avalia perdas nas lavouras de café com nova geada
Produtores de café do sul de Minas Gerais, maior região produtora do grão no País, ainda avaliam as possíveis perdas com a geada da madrugada de sexta-feira. Enquanto alguns cafeicultores já estimam quebra de até 10% em suas lavouras para a próxima safra, agrônomos de cooperativas ainda agem com cautela, uma vez que as geadas da sexta-feira ficaram restritas às regiões de baixada, assim como ocorreu no final de junho.
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O coordenador de desenvolvimento técnico da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Maciel Yukio Nishioka, afirmou que sua equipe detectou geadas de maior intensidade em lavouras de municípios no entorno de Poços de Caldas (MG), mais ao sul da área de abrangência da cooperativa. Segundo ele, as geadas ocorreram em regiões de risco, nas baixadas. Essas áreas não registravam geadas há tempos e ao longo do tempo foram ocupadas com café. Os pontos mais críticos ocorreram em lavouras de Botelhos (MG) e Campestre (MG). "As perdas ocorrerão, mas ainda não é possível calcular", afirmou.
Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe), a temperatura mínima registrada no Aeroporto de Poços de Caldas nesta madrugada chegou a -3,5 graus Celsius por volta das 6 horas. A leitura só não foi menor que os 3,6 graus negativos de Monte Verde, na Serra da Mantiqueira. Já em Maria da Fé, entre Varginha e Itajubá, a temperatura mínima foi de -0,7 graus. A partir de amanhã, de acordo com o Cptec, as temperaturas devem subir.
Para Sebastião Márcio, agrônomo da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), a geada desta madrugada na região de Carmo de Minas (MG), foi mais intensa que a de junho. "Às 8 horas da manhã ainda havia gelo nas plantações", relatou. Segundo ele, as geadas atingiram lavouras já prejudicadas pelo fenômeno climático de junho, principalmente nas regiões de baixada. Já o produtor Armando Matielli, de Guapé (MG), fala em perdas de 10% nas lavouras. "Além das regiões de baixadas, as áreas de ponteira dos canaviais também foram bastante atingidas", disse.
As informações são da Agência Estado, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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