Stephanes recebe propostas para melhorias do setor
Na segunda-feira, dia 22, lideranças da cafeicultura estiveram reunidas em Brasília com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a fim de apresentarem proposta para melhorias na política do setor. Os principais pedidos foram a transformação das dívidas em Cédulas de Produto Rural (CPR) e a implantação do programa de mecanização da lavoura.
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A comissão foi liderada pelo presidente da Cooparaíso e da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Carlos Melles, que apresentou o documento e discutiu as duas necessidades mais urgentes de melhoria para os cafeicultores. "De uma maneira geral o produtor brasileiro deve uma safra, alguns mais. Um caminho é transformar o que devemos em CPR's. É uma medida inteligente, acaba com o nosso estoque de dívidas", disse Carlos Melles. As cédulas seriam emitidas em nome do produtor devedor, avalizadas pelo Banco do Brasil e repassadas ao Funcafé.
A CPR é um título pelo qual o produtor se compromete a entregar determinada mercadoria ao detentor da cédula. A proposta apresentada é uma nova versão de uma reivindicação feita no ano passado pelo movimento SOS Cafeicultura e que propunha a conversão de todas as dívidas financeiras dos produtores (Funcafé e demais fontes do Crédito Rural) em produto físico (saca de 60 kg de café) por um período de 20 anos, a um preço base de R$ 320,00/saca para o café tipo 7; o pagamento seria feito pelo sistema equivalência-produto (em sacas de café) correspondente a 5% da dívida financeira total ao ano, sem juros, por 20 anos. A pauta incluía ainda a revisão do preço mínimo para o café, atualmente em R$ 261,69/saca. Atualmente, segundo o presidente do CNC, Gilson Ximenes, o montante total da dívida chega a R$ 6 bilhões.
A segunda proposta traria a redução do custo de produção com a mecanização da lavoura. A ideia é ter o apoio de agentes financeiros para facilitar liberação linhas de crédito a fim de que os trabalhadores pudessem adquirir derriçadores para prestarem serviço na colheita, e que os próprios produtores pudessem ter suas máquinas. "Se considerarmos o preço da saca de café em R$ 260, a colheita no processo manual chega a representar até 40% do custo de produção. Na colheita semimecanizada, por exemplo, o custo de produção é reduzido em torno de 30%, que pode ser considerado o lucro que o produtor passará a ter, que ele não tem alcançado há anos", disse o pesquisador da Universidade da Lavras, Fábio Moreira, um dos apoiadores do projeto.
Na reunião com o Ministro, os dois pontos foram discutidos entre secretário Nacional de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone; o presidente do Conselho Nacional de Café, Gilson Ximenes; representante da comissão do café da CNA, Breno Mesquita; presidentes de cooperativas, como Maurício Miarelli (Cocapec), Carlos Paulino (Cooxupé); o vice-presidente da Cooparaiso, José Fichina, e outros representantes de outras instituições do setor.
Ainda não houve sinalização por parte do governo em atender tais reivindicações, porém o Ministro prometeu estudar os pedidos. As propostas foram elaboradas em reunião que aconteceu no dia 1º de fevereiro, na Cooparaiso, com a presença de presidentes das cooperativas de café.
As informações são da Assessora de Imprensa da Cooparaíso, adaptadas pela equipe CaféPoint.
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Antes a lavoura era sempre renovada,sempre adubada,dava emprego,dava renda,dava prazer.
Hoje não temos renda,somos vistos como clientes de risco,as lavouras estão em frangalhos,as maquinas estão sucateadas,os empregados bons foram para a cidade e a maioria que ficou,infelizmente tem uma produtividade baixa e trabalha quase sempre pensando nos beneficios do estado e das leis trabalhistas, as cooperativas de credito e de produção so crescem e se esquecem ou fingem que lembram de quem produz.
Estamos esquecidos e acuados!!!! Para eles, nos somos os vilões.
Sites como o CafePoint estão dando voz aos que estão mudos diante do barulho dos verdadeiros vilões. Por favor, cobrem de nossos governantes o que podemos pagar de nossas dividas,unam os produtores em prol de dignidade, ajude-nos a lutar contra a ganancia de multinacionais de insumos e exportadores e importadores de café.

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