Stephanes: países produtores precisam se fortalecer

Se o Brasil e os principais produtores mundiais de café não se fortalecerem, o Acordo Internacional do Café vai favorecer apenas os países consumidores. Esta posição defendida pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, foi tema de reunião na última terça-feira (17), com o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório.

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Se o Brasil e os principais produtores mundiais de café não se fortalecerem, o Acordo Internacional do Café vai favorecer apenas os países consumidores. Esta posição defendida pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, foi tema de reunião na última terça-feira (17), com o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório.

O diretor pediu a colaboração do ministro para dar agilidade à aprovação do acordo assinado pelos países membros em 2007 e que hoje tramita no Congresso Nacional. "O apoio do Brasil e sua presença na OIC é essencial. Sem ele, a organização não tem sentido", disse Osório. Por ser o maior produtor mundial, o País tem grande representatividade na instituição e, com isso, detém o maior número de votos.

Stephanes enfatizou, no entanto, que nenhum acordo é importante se não houver diminuição da oferta ou do ritmo de crescimento da produção e que essas decisões devem afetar, principalmente, os produtores. "Os consumidores e as tradings são muito bem organizados e articulados, ao passo que os produtores não. Alguma coisa tem que mudar", afirmou.

Acordo Internacional do Café

Para a OIC, o acordo vai fortalecer a função da organização como fórum de consultas intergovernamentais, facilitar o comércio internacional e o acesso à informação. Além disso, poderá promover a economia sustentável do café para benefício das partes interessadas, em especial os pequenos cafeicultores dos países produtores.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Sergio soares da silva
SERGIO SOARES DA SILVA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/11/2009

O ministro falou uma coisa interessante que quem vai sofrer é o produtor, será que ele não percebeu, ou se fez de bobo que até hoje quem sempre vem tomando pancada é o produtor que, já está cansado de tanta propaganda e na prática continua a ver navios. Meu amigos, no auge da crise, o café passou com preços razoáveis, se comparados com o de hoje. Sou produtor de café arábica e conilon e olhem, não está sendo fácil viver assim. No arábica, eu fiz o contrato de opção do governo, que se for olhar diminui um pouco a minha perca, já no conilon eu não sei o que fazer, pois acredito que muitos estão precisando vender nestes preços que não cobrem nem os custos e estão fazendo isto para pagarem os empréstimos.
Dias passados eu li uma noticia onde dizia que o governo iria comprar dez milhões de sacos de café só que até agora nada do jeito que anda este governo em passos de tartaruga quando o governo pensar em comprar não restará nenhum saco de café na mão do produtor e o remédio se vier será tarde; mas é assim porque se nós tivessemos banco, fábricas de automóveis ou pertencermos ao FMI seria chique emprestar dinheiro.