Stephanes: cafeicultura é um dos setores mais críticos
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, afirmou nesta quarta-feira, 15, que a suinocultura, junto com a cafeicultura praticada no sul de Minas Gerais, são os setores mais críticos e preocupantes ligados à sua pasta. Entretanto, para o presidente da Comissão de Café da CNA, Breno Mesquita, a crise na cafeicultura não está restrita ao sul de Minas, sendo a situação "grave e generalizada".
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Em relação à cafeicultura, Stephanes disse que o problema está concentrado em cerca de 30% dos produtores, localizados no sul de Minas Gerais. Por causa da dificuldade em identificar os problemas, o ministro disse que tem procurado falar diretamente com os produtores. "Não falo mais com representantes. Falo com agricultores, desde a vida que ele levam até os problemas que enfrentam".
O ministro reconheceu que as decisões sobre liberação de crédito e realização de leilões demoraram. Ontem, cerca de 10 mil contratos de opção de venda para 1 milhão de sacas de café arábica foram negociados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao valor de R$ 950,15 cada. Com isso, os cafeicultores e as cooperativas que os adquiriram garantem a venda ao governo em 13 de novembro deste ano.
Na próxima quarta-feira (22), haverá mais três leilões para apoio à comercialização de mais 2 milhões de sacas de café. Stephanes adiantou que outras medidas devem ser tomadas para incentivar o setor. "Vamos estudar outras intervenções no mercado, talvez até aquisição de estoques, se for necessário", afirmou.
Opinião da CNA
O presidente da Comissão de Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, afirmou que não está de acordo com a informação de que a crise na cafeicultura é localizada, restrita ao sul de Minas. Ele citou que o custo de produção da saca de 60 kg de café no Paraná é de cerca de R$ 307, enquanto o produto é vendido no mercado a R$ 230/R$ 240 a saca. "Os custos de produção estão mais altos do que o preço recebido pelo produtor em qualquer região produtora, e não apenas no sul de Minas", disse. "A situação é grave, e generalizada", acrescentou.
Segundo Mesquita, que participou em junho de uma audiência pública para discutir a crise do setor, a ocasião foi uma ótima oportunidade "para que o governo reflita sobre a necessidade de políticas que possam tirar o setor do abismo em que se encontra. Não dá mais para se contentar com medidas paliativas", informou. Segundo ele, redução da taxa de juros nos financiamentos não é solução. "Queremos sensibilizar o governo sobre como são verdadeiras as pretensões do setor", acrescentou.
De acordo com Mesquita, o passivo da cafeicultura, estimado em cerca de R$ 4,2 bilhões, precisa ser equacionado. "Temos de ter também uma política permanente de renda", comentou. Segundo ele, "os mecanismos existem, sabemos como fazer e precisamos colocá-los em prática", concluiu.
Com informações da Agência Estado e de Danilo Macedo, repórter da Agência Brasil.
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PEDREGULHO - SÃO PAULO
EM 17/07/2009
É lamentável o que está acontecendo com a cafeicultura, o setor se deixou contaminar por um comodismo, que neste momento está custando sangue e suor de produtores e trabalhadores.
Com a baixa da guarda, falsas lideranças, (destas que se tornaram profissionais da representatividade), fragmentaram a cafeicultura , e perderam o foco, que é a união ampla do setor em busca de renda, por todos os caminhos necessários: gestão, políticas públicas, estratégias de mercado, capacitação e principalmente vivência real somente da atividade, saindo do ar refrigerado e parando com esta palhaçada de achismo.
Estamos há anos vendo a fusão de bancos, empresas de agroquímicos, fertilizantes, torrefadoras, etc., e nosso setor cada vez mais dividido. Será que nós, cafeicultores, vamos ficar assistindo nosso fim de braços cruzados?
O senhor ministro da agricultura é um homem sério, equilibrado, realista, bem intencionado e bom, mas não tem culpa de ser considerado na prática, como ministro de um Ministério de segundo escalão pelo poder executivo . Fico triste por ele trabalhar de chapéu na mão e ser na prática subordinado até ao segundo escalão do Minitério da Fazenda.
É o preço da urbanização da sociedade brasileira, que ao contrário do mundo, tem desprezo pela agricultura. E agora lideranças? O ministro quer ouvir somente os produtores? Qual de vocês é legitimo e vai se manifestar? Saiam da toca e quebrem o silêncio sobre isto, necessitamos de legitimidade. Quem se calar diante deste momento decisivo, não merece o pró-labore que recebe.
Colegas cafeicultores, reflitam sobre o contexto geral da atividade: é hora de expurgar o paiol, arregaçar as mangas e trabalhar muito além da porteira, antes que sejamos totalmente engolidos pela nossa inoperância e pelo mercado!
FRANCA - SÃO PAULO
EM 16/07/2009
O que mais dói é ver o patrimônio que herdamos de nossos pais irem parar nas mãos de banqueiros, como dói deitar e não dormir.

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 16/07/2009
Não há espaço para demagogia, o futuro da cafeicultura e dos produtores rurais destas regiões está no seguinte ponto:
1 - Todos querem parar de ser produtores rurais.
2 - Não queremos que nossos filhos e netos sejam produtores rurais, pois este "serviço" ou emprego não é digno de nenhum ser-humano, pois somos tratados como quem tira financiamento para comprar camionetes, dar cano em bancos, poluir o meio ambiente e produzir alimentos contaminados.
3 - Como o governo só incentiva a indústria, queremos também arranjar um emprego na indústria.
4 - Podemos importar alimentos e café também de outros países e tranformar, como quer seu colega de ministério, o ministro Minc, o nosso país numa reserva florestal.
5 - Podemos também fazer uma campanha como o presidente fez, só que ao invés do Fome Zero, podemos fazer um programa real de ´SAFRA ZERO, BRASIL SEM ALIMENTOS EM 2010"
Atenciosamente,