Starbucks se defende na polêmica da Etiópia

A Starbucks, ícone da cultura americana do café, defendeu, fortemente, sua práticas comerciais com fazendeiros pobres ao redor do mundo, após a acusação de bloquear o registro de marcas no mercado americano, pretendida por cafeicultores da Etiópia.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A Starbucks, ícone da cultura americana do café, defendeu, fortemente, sua práticas comerciais com fazendeiros pobres ao redor do mundo, após a acusação de bloquear o registro de marcas no mercado americano, pretendida por cafeicultores da Etiópia.

Em anúncio de página inteira, publicado na edição de domingo, 5/11, do New York Times, a Starbucks disse que trabalha para fortalecer a infra-estrutura das fazendas cafeeiras em várias parte do mundo.

"Nós fazemos estas coisas - na Etiópia, na Guatemala, na Indonésia e em outras comunidades produtoras de café ao redor do globo - não apenas porque é a forma certa de trabalhar, mas porque é a maneira inteligente de trabalhar," dizia o anúncio da Starbucks.

Etiópia, onde o café começou a ser cultivado no ano 850 e a ONG britânica Oxfam acusou, no mês passado, a Starbucks de impedir o país africano de registrar as marcas para seu café, negando aos produtores um potencial de ganho de mais de 94 milhões de dólares.

Segundo a Oxfam, a cafeteria americana evitou que a Etiópia assegurasse a proteção do registro de marca a dois dos seus cafés mais conhecidos: Sidamo e Harar.

Uma ação de bloqueio do registro foi feita pela Associação Nacional do Café dos Estados Unidos, NCA, e a Oxfam acusa a Starbucks de estar por trás da ação. A rede de cafeterias americana, que teve faturamento de 7,8 bilhões de dólares no ano encerrado em 1º. de outubro, nega a acusação.

A Starbucks diz que proveu crédito viável para pequenos produtores do mundo todo, com o qual foi possível construir pontes, cavar poços e construir sistemas de tratamento de água, de forma que eles puderam produzir café de um modo sustentável, lucrativo e ecológico. No entanto, não havia maiores detalhes no anúncio.

Caso a Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, tivesse conseguido registrar suas marcas de café no escritório de Marcas e Patentes dos EUA, passaria a controlar o uso do café no mercado, garantindo aos produtores uma parcela maior do preço final de venda.

"Assegurar a marca registrada dos grãos de café Sidamo, Harar and Yirgacheffe teria possibilitado ao país desenvolver seu poder de negociação através do controle dos nomes e, em última instância, de uma grande parcela do preço final de venda no mercado global," disse, em comunicado, o Ministro das Relações Exteriores da Etiópia.

Fonte: Notícia da Reuters publicada no site Flexnews.com
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.