Starbucks produzirá café na China para atender demanda

A Starbucks Corp. está implantando uma estrutura de produção de café na China, envolvendo cafezais, processadora e centro de pesquisas. A meta é assegurar oferta para abastecer a demanda crescente pela bebida no país e também obter grão de qualidade, escasso atualmente.

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A Starbucks Corp. está implantando uma estrutura de produção de café na China, envolvendo cafezais, processadora e centro de pesquisas. A meta é assegurar oferta para abastecer a demanda crescente pela bebida no país e também obter grão de qualidade, escasso atualmente.

A rede norte-americana de cafeterias começará a cultivar grão arábica no primeiro trimestre de 2011 na província de Yuannan, sul do país. A primeira colheita ocorrerá em 2014. Segundo o executivo-chefe da companhia, Howard Schultz, uma torrefadora e um centro de desenvolvimento de pesquisas em café serão instalados junto à fazenda. "O investimento nessa região demonstra nosso compromisso em tornar a China nosso segundo maior mercado fora dos Estados Unidos."

Schultz disse que a ideia é que a qualidade e a quantidade de café produzida ali seja suficiente para abastecer as lojas chinesas, e também outras cafeterias da rede no mundo. Em parceria com o governo local serão investidos cerca de 3 bilhões de yuans (US$ 453 milhões) na produção de 200 mil toneladas (3,33 milhões de sacas de 60 quilos) do grão até 2020. Hoje, a província colhe cerca de 38 mil toneladas.

A demanda por café na China cresce a cada ano. As vendas do setor aumentaram 9% em 2009, para 4,6 bilhões de yuans, cerca de US$ 700 milhões, de acordo com a Euromonitor International. A Starbucks opera 400 lojas no país e quer abrir mais mil espaços nos próximos anos. Hoje, o quinto maior mercado para a empresa, a China tomará o segundo lugar do Canadá nos próximos anos.

A receita da Starbucks no ano fiscal 2010 aumentou 9,5% para US$ 10,7 bilhões ante 2009. As vendas fora dos EUA subiram 6%. A companhia não forneceu dados sobre as vendas na China.

Os preços globais do café saltaram 50% neste ano, alcançando máximas de 13 anos em junho por causa do clima adverso em várias regiões do globo e de safras menores na Colômbia e América Central. Para absorver o aumento dos custos, a Starbucks elevou, em setembro, os preços de alguns de seus produtos, mas apenas nos EUA.

A companhia está em seu segundo ano de recuperação depois de uma reestruturação bem sucedida, que reduziu custos de US$ 600 milhões em sua estrutura operacional. Com a recessão nos Estados Unidos, a rede procura novos caminhos para crescer. Alguns analistas disseram que a recente decisão de descontinuar seu contrato de distribuição com a Kraft Foods Inc. sinaliza que a empresa lançará novos produtos, entre eles uma máquina individual de café expresso, nos moldes da Nespresso, da Nestlé.

A matéria é de Ana Conceição, com informações da Dow Jones, para Agência Estado, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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