Starbucks planeja comprar café da China

A norte-americana Starbucks Corp., disse que planeja comprar café da China pela primeira vez à medida que expande sua presença em um país com mais de cinco mil anos de cultura de consumo de chá. A Starbucks vem trabalhando com os produtores de café da província do sudoeste da China de Yunnan para ajudá-los a manter os padrões de fornecimento e tem enviado café para os Estados Unidos para testar, disse o presidente da Starbucks China, Wang Jinlong.

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A maior rede de cafeterias do mundo, a norte-americana Starbucks Corp., disse que planeja comprar café da China pela primeira vez à medida que expande sua presença em um país com mais de cinco mil anos de cultura de consumo de chá.

A Starbucks vem trabalhando com os produtores de café da província do sudoeste da China de Yunnan para ajudá-los a manter os padrões de fornecimento e tem enviado café para os Estados Unidos para testar, disse o presidente da Starbucks China, Wang Jinlong à agência Reuters. "A China produz alguma café de qualidade", disse ele. Ele disse que a compra de café da China começará "muito em breve, talvez em dois anos".

Alguns analistas dizem que as altas tarifas de importação, de 20% a 60%, são a razão pela qual companhias como a Starbucks estão considerando comprar café da China. Entretanto, o porta-voz da subsidiária da empresa em Xangai, Caren Li, disse que o objetivo é adicionar novos sabores e não evitar tarifas.

Apesar de o consumo de café na China ainda ser de menos de um décimo do consumo de chá, a bebida está se tornando cada vez mais popular entre os chineses, especialmente entre os jovens, devido a sua associação com o estilo de vida ocidental. O consumo de café na China está aumentando de 20% a 25% ao ano, e as vendas da Starbucks na China estão crescendo mais rápido do que isso, disse Wang. Isso se compara com a meta de crescimento de vendas da Starbucks de 18% globalmente.

A Starbucks também planeja construir uma planta de torrefação na China e acelerar sua expansão na quarta maior economia do mundo.

Wang reiterou que a companhia com sede em Seattle pretende mais que triplicar suas lojas globalmente para 40 mil e espera que a China se torne seu maior mercado estrangeiro. A Starbucks atualmente opera 540 lojas na China, Hong Kong e Taiwan, mas este número deve chegar a mil em um futuro próximo, disse ele.

Na China continental, onde a Starbucks tem 246 lojas, a companhia está comprando suas parceiras chinesas para ganhar mais controle de sua marca. Em outubro passado, a Starbucks comprou 90% da licenciada Beijing Mei Da Coffee Co. e disse que pode exercer o direito de aumentar sua participação acionária em seu empreendimento de Taiwan, Uni-President Corp., que cobre mais de 100 lojas em Xangai e cidades próximas.

A Starbucks não pretende aumentar os preços de seus produtos na China, apesar de ter aumentado os preços duas vezes nos EUA nos últimos 12 meses para compensar o aumento nos custos da matéria-prima e de aluguel. Ao invés disso, a Starbucks China está tentando aumentar a eficiência e reestruturar sua rede de fornecimento para combater os aumentos dos custos, disse Wang.

A inflação da China em julho atingiu seu nível mais alto dos últimos 10 anos de 5,6%, impulsionada pelo aumento nos preços dos alimentos.
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