A Starbucks Corp. anunciou, ontem, 26/10, que nunca fez oposição à aplicação de marcas registradas pelo governo da Etiópia, nem reivindica a posse dos nomes regionais daquele país, que usou para descrever a origem de seus cafés.
O anúncio foi uma resposta a um artigo publicado no jornal The Guardian, citando um relatório da Oxfam, segundo o qual a companhia teria obstruído a tentativa de fazendeiros da Etiópia de registrar as marcas de seus tipos mais famosos de café, o que eliminaria o potencial de ganhos de até 47 milhões de libras esterlinas, em um ano.
A Starbucks disse que, de acordo com a Associação Nacional do Café da América, NCA, que representa os principais torrefadores de café dos Estados Unidos, a aplicação das marcas registradas na Etiópia não é baseada em estudos econômicos confiáveis e traria prejuízo aos fazendeiros do país africano.
A companhia acrescentou que, em 25 outubro, ofereceu aos representantes do governo etíope um acordo para participar e apoiar o desenvolvimento de um programa de certificação.
A Starbucks disse também que apóia o desenvolvimento de robustos programas de certificação de origem geográfica. Um país pode utilizar a identificação de origem para determinados produtos através de certificações feitas por escritórios de registro de marcas ou as origens podem ser usadas como parte de um sistema de designação.
Segundo a Starbucks, estes sistemas são muito mais eficazes do que registrar marcas para termos de designação geográfica, o que seria contrário à lei e aos costumes gerais do uso de marcas registradas. Uma marca registrada identifica o fabricante de um produto, enquanto que uma certificação de origem informa aos consumidores que o produto satisfaz determinados padrões.
Como parte do acordo proposto, a Starbucks (assim como todas as demais companhias de café) usaria a designação regional etíope somente para descrever exatamente, como Starbucks faz agora, a origem de seus cafés. Especificamente, a empresa americana disse que usaria o nome regional somente em relação ao café que se satisfaz seus padrões de qualidade.
Starbucks acrescentou ainda que nomeia seus cafés para honrar o país de origem e para demonstrar como os cafés arábica de alta qualidade são produzidos. Isto ajuda na inserção das regiões produtoras de café e celebra as origens do café com os bebedores em torno do mundo. A companhia continuará a usar nomes regionais para educar os consumidores e promover as regiões etíopes onde o café que oferece é produzido.
Junto com associações da indústria do café, Starbucks espera compartilhar com experts da indústria e representantes da origem o processo de alcançar corretamente e reforçar marcas de certificação ou designações de origem, de modo que, os fazendeiros do café possam absorver os benefícios da identificar de seus países de origem.
A notícia é do Dow Jones Newswires publicada no site Flexnews.com
Starbucks nega oposição a marcas da Etiópia
A Starbucks Corp. anunciou, ontem, 26/10, que nunca fez oposição à aplicação de marcas registradas pelo governo da Etiópia, nem reivindica a posse dos nomes regionais daquele país, que usou para descrever a origem de seus cafés.
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