Desde a inauguração da primeira cafeteria no Brasil, em dezembro de 2006, o preço do popular "cafezinho com pão-de-queijo" continua o mesmo na Starbucks. O espresso custa R$ 2,90 e o pão de queijo, R$ 2,10. Embora tenha chegado ao país como um negócio pequeno, freqüentado sobretudo por fãs e curiosos que já conheciam a marca americana, a Starbucks entrou no país com séria disposição de disputar mercado, como mostra a sua política de preços.
Em vinte meses, 15 lojas foram abertas, mas o tamanho da varejista ainda é pequeno para o seu modelo de negócio. São necessários muitos cafezinhos para cobrir os custos operacionais das cafeterias. Ganhar escala será um dos maiores desafios do novo presidente da Starbucks no Brasil, Ricardo Cavalheira. O executivo, de 39 anos, foi braço direito de Maria Luísa Rodenbeck desde que a empresária começou a implementar a Starbucks no país.
Rodenbeck controla a Café Sereia do Brasil, que possui 51% da Starbucks do Brasil. Os 49% restantes da subsidiária pertencem à americana Starbucks Corporation. Perguntado sobre quantas lojas a Starbucks pretende chegar no Brasil até 2010 e qual seria o tamanho mais "adequado" de unidades do pontos de vista econômico, Carvalheira disse apenas: "não revelamos nossas metas para não gerar expectativas".
Embora os alimentos sejam processados no Brasil, quase tudo na Starbucks ainda é importado, como os copos de plásticos. Até o guardanapo vem dos Estados Unidos. "Para começar a fabricar no Brasil é preciso ter uma escala maior de vendas. O molde de um copo custa caro", afirma Carvalheira. Ainda hoje, 60% dos utensílios utilizados pela rede são importados do Estados Unidos.
A entrada na cidade do Rio de Janeiro pode ocorrer em breve, o que abrirá as portas de mais um novo território para a Starbucks no Brasil e permitirá à companhia manter sua taxa de expansão. Outro novo terreno que começou a ser explorado pela varejista é Campinas, grande cidade vizinha a São Paulo. A primeira cafeteria em Campinas foi aberta há cerca de três meses, mas Carvalheira espera abrir duas ou três outras filiais.
Nos Estados Unidos, a Starbucks passa por um amplo processo de reestruturação, que está sendo tocado pelo chairman Howard Schultz, seu legendário fundador. A varejista fechará 600 lojas deficitárias no mercado americano e deve abrir 200 unidades em locais distintos. Mas os problemas na matriz não atingem o Brasil. Nos EUA, a rede possui 11 mil lojas. A operação brasileira ainda é insignificante para fazer diferença, apesar de ser vista como um mercado estratégico. No México, a rede possui 230 lojas e já está mais consolidada.
A Starbucks Coffee, no país desde dezembro de 2006, possui 10 lojas em São Paulo: três unidades de rua, na Avenida Faria Lima, Rua Amauri e Alameda Santos e outras sete nos shoppings Pátio Higienópolis, Eldorado, Center 3, Bourbon Pompéia e Morumbi Shopping, e uma loja em Campinas.
A matéria, de Cláudia Facchini, foi publicada no Valor Econômico, adaptada e resumida pela Equipe CaféPoint.
Starbucks deve abrir novas cafeterias no Brasil
Desde a inauguração da primeira cafeteria no Brasil, em dezembro de 2006, o preço do popular "cafezinho com pão-de-queijo" continua o mesmo na Starbucks. O espresso custa R$ 2,90 e o pão de queijo, R$ 2,10. Embora tenha chegado ao país como um negócio pequeno, a empresa entrou no país com séria disposição de disputar mercado, como mostra a sua política de preços.
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