Starbucks de olho no mercado de Burundi

O setor de café de Burundi deverá ganhar com uma expansão da exposição internacional e do mercado de exportação após a entrada da gigante compradora de café dos Estados Unidos, Starbucks, no país.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

O setor de café de Burundi deverá ganhar com uma expansão da exposição internacional e do mercado de exportação após a entrada da gigante compradora de café dos Estados Unidos, Starbucks, no país, informou reportagem de Catherine Riungu para o site Nationmedia.com.

A Starbucks recentemente disse que trabalharia com os produtores de café de Burundi para desenvolver e expandir o setor. A maior varejista de café do mundo já tem parcerias com os produtores de café das regiões de Tanzânia, Etiópia, Ruanda e Quênia.

Economistas acreditam que o café, item de maior rendimento em exportações de Burundi, tem o potencial de estimular o crescimento econômico do país. O mercado de café do país é atualmente regulamentado pelo Coffee Board of Burundi (OCIBU).

Recentemente, com a assistência do Whitaker Group, a Starbucks patrocinou uma delegação do OCIBU para visitar seu centro de compras em Lausanne, Suíça, como parte de seu esforço para assistir o Governo de Burundi na construção de capacidade e exposição nos mercados mundiais de café.

Executivos da Starbucks deverão visitar Burundi neste mês para determinar o nível de intervenções requeridas pela indústria. A Starbucks recentemente deu início a um programa para dar suporte ao setor de café na África, alegando em seus relatórios que a África é a sede do melhor café do mundo, aparecendo, cada vez mais, como uma grande compradora.

Por exemplo, a indústria de café de Ruanda decolou nos últimos anos com o fortalecimento das relações entre Kigali e Starbucks, o principal comprador de café do país. A introdução da nova marca da Starbucks, "Rwandan Blue Bourbon" em suas cinco mil cafeterias forneceu à indústria de café da Ruanda uma grande exposição global. Com o apoio da Starbucks, a demanda do café de Ruanda aumentou, com a importante rede de varejo norte-americana, Costco, agora vendendo café do país.

Na Tanzânia, a Starbucks entrou em uma parceria com a Association of Kilimanjaro Specialty Coffee Growers Association (KILCAFE), um grupo de pequenos produtores fundado em 2001, fornecendo créditos e serviços de marketing aos produtores. A associação representa mais de sete mil pequenos produtores das regiões produtoras de Kilimanjaro, Mbinga e Mbeya. A Starbucks é também a maior compradora de café da Tanzânia e maior patrocinadora da KILICAFE.
Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Jorge Reti
JORGE RETI

OUTRO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 11/05/2007

Os norte-americanos e os chineses estão de olho e se aproximando dos países africanos. E alguns brasileiros com cabeça colonizada atacam o Governo do Brasil por promover a (bem sucedida) aproximação com a África.

Essas cabeças colonizadas ainda dizem que a aproximação com os países em desenvolvimento vão nos "afastar dos mais ricos mercados, os EUA e a União Européia". Afirmação errada.

Nossas exportações e investimentos para, e na África, aumentaram muito nos últimos anos, do mesmo modo que nossas exportações para os EUA.Uma coisa não exclui a outra.

Aqueles que dizem que estamos nos afastando dos EUA estão simplesmente mentindo.

Parece que esses brasileiros de cabeça colonizada pensam que "EUA e China podem, mas o Brasil não deve".

Nunca ouvi esses cabeças colonizadas atacando os EUA e a China pelo fato de se aproximarem das nações africanas.