Starbucks: campanha publicitária recruta fãs online

Em sua nova campanha publicitária, a maior rede de cafeterias do mundo, a norte-americana Starbucks, quer passar sua mensagem para uma nova geração de consumidores de café e, então, recrutá-los a recontar a história online. Segundo o vice-presidente de marca, conteúdo e internet da companhia, Chris Buzzo, "a presença na mídia social dá uma vantagem sobre os competidores com gigantescos orçamentos publicitários porque seus fãs querem falar sobre isso online".

Publicado por: CaféPoint

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Em sua nova campanha publicitária, a maior rede de cafeterias do mundo, a norte-americana Starbucks, quer passar sua mensagem para uma nova geração de consumidores de café e, então, recrutá-los a recontar a história online.

A rede está colocando novos pôsteres publicitários em seis importantes cidades dos Estados Unidos. Para ajudar a disseminar sua mensagem, a Starbucks está tentando aproveitar o poder das redes sociais na Internet desafiando as pessoas a procurarem pôsteres e serem os primeiros a postar uma foto usando o Twitter. Clique aqui para ver a primeira foto postada por um usuário do Twitter na terça-feira.

A campanha, que começou no começo desse mês em jornais e revistas, é descrita pela companhia, que normalmente evita publicidade tradicional, como o maior esforço de marketing que já fez. A Starbucks, que não disse o quanto essa campanha custará, disse que não está perdendo clientes para o McDonald's. Ao invés disso, os clientes estão tentando economizar dinheiro, reduzindo seu consumo de espresso.

A competição, disse o diretor de marketing da Starbucks, Terry Davenport, "está tentando somente 'commoditizar' o café e baixá-lo a um nível onde todos os cafés são iguais, e se café é café, você pode comprar o mais barato. Nós não acreditamos que isso seja verdade. É por isso que queremos contar nossas histórias".

Alguns consumidores de café da nova geração vêem o café da Starbucks como uma commodity também, tendo crescido com uma loja em cada esquina. "Tudo o que eles sabem é que a Starbucks é uma grande companhia", de forma que a campanha busca destacar a qualidade do café, disse ele.

Os anúncios de página inteira no jornal descrevem como a Starbucks seleciona somente os melhores 3% dos grãos e os torra, e também fornece a seus trabalhadores seguro de saúde. A Starbucks escolheu esse tipo de anúncio, grande e impresso, que era mais popular nos anos 1960s e 1970s, para chamar a atenção. "Mesmo se você passar por ele e não parar para ler todas as palavras, a impressão que fica é que a Starbucks tem muito para falar sobre café".

A Starbucks tem outras iniciativas em mídias sociais planejadas para esta campanha, incluindo um concurso para empregados das lojas Starbucks para enviarem frases para futuros anúncios e vídeos no Youtube, com especialistas em café falando sobre o café da rede. A Starbucks considera que essa campanha será ajudada por seus 1,5 milhão de fãs no site Facebook e mais de 183.950 seguidores no Twitter.

Ainda é difícil medir os efeitos de uma rede social - um seguidor no Twitter não necessariamente se traduz em um consumidor diário de Frapuccino. O vice-presidente de marca, conteúdo e internet da Starbucks, Chris Buzzo, disse que a presença na mídia social dá uma vantagem sobre os competidores com gigantescos orçamentos publicitários porque seus fãs querem falar sobre isso online. "Essa é a diferença entre lançar com muitos milhões de dólares versus milhões de fãs".

Figura 1

Marilynn K. Yee/The New York Times

Starbucks é a marca mais citada no Twitter

Os internautas falam bastante sobre café no Twitter, indica uma pesquisa realizada pela empresa de marketing digital JAM, a pedido da revista britânica "Revolution". Isso porque a rede de cafeterias Starbucks é a marca mais citada no serviço de microblogs, seguida, de longe, por Google e BBC.

A análise foi feita durante três dias, no mês de abril - o número de menções pode variar com o tempo, de acordo com a repercussão de assuntos na internet. No período, a Starbucks teve 3,37 milhões de menções no Twitter, enquanto o Google ficou com 1,01 milhão e a BBC, 703 mil. A lista segue com Apple (512,1 mil) e a seguradora americana AIG (455 mil).

Figura 2


A reportagem é do The New York Times, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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