Starbucks busca estratégias para melhorar desempenho

A rede de cafeterias Starbucks anunciou na quinta-feira passada sua estratégia para atrair clientes, combater a crescente concorrência e se prevenir da desaceleração da economia americana, que segundo seu executivo-chefe, Howard Schultz, começou a afetar seu negócio. Durante a reunião, o fundador da maior rede de cafeterias do mundo - atualmente com cerca de 16 mil estabelecimentos - tentou tranqüilizar os acionistas com a apresentação de diversas iniciativas, como a redução de preços, a oferta de novos produtos e até a introdução das máquinas suíças Mastrena, mais efetivas e menores.

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A rede de cafeterias Starbucks anunciou na quinta-feira passada sua estratégia para atrair clientes, combater a crescente concorrência e se prevenir da desaceleração da economia americana, que segundo seu executivo-chefe, Howard Schultz, começou a afetar seu negócio.

"Houve outros momentos em nossa história em que nos diziam que tínhamos atingido o teto, mas sempre respondemos chegando ainda mais alto", defendeu Schultz no Conselho de Acionistas que ocorreu em Seattle.

Durante a reunião, o fundador da maior rede de cafeterias do mundo - atualmente com cerca de 16 mil estabelecimentos - tentou tranqüilizar os acionistas com a apresentação de diversas iniciativas, como a redução de preços, a oferta de novos produtos e até a introdução das máquinas suíças Mastrena, mais efetivas e menores.

Há meses, a companhia sofre com um enfraquecimento em seu modelo de negócio, que os clientes atribuem à perda de qualidade do café que servem e do encanto que seus estabelecimentos sempre tiveram.

Por isso, os diretores da firma, que hoje caiu 4% na bolsa, buscam estratégias que permitam impulsionar de novo o negócio e agradar também aos acionistas, que viram cair à metade o valor das ações há pouco mais de um ano.

No Conselho de Acionistas, Schultz também atribuiu parte da responsabilidade à desaceleração da economia americana, "que realmente entrou em inflexão". "Enfrentamos situações que nunca antes tínhamos visto sobre como as pessoas respondem a momentos difíceis", apontou.

"Começamos a ver um arrefecimento no fluxo (de clientes) que acreditamos ser conduzido pelo desempenho da economia" e admitiu não ver razão para que essa tendência mude em 2008.

Schultz retomou a direção da rede no início do ano com a clara aposta em conceder mais importância ao atendimento ao cliente e menos ao crescimento internacional, para resolver, assim, um problema que, em sua opinião, é "auto-induzido".

Entre as novidades anunciadas hoje pela companhia, o executivo-chefe também destacou a compra da companhia Coffee Equipment, com sede em Seattle e fabricante das máquinas Clover, que elabora um café mais ao estilo europeu.

Também se reforçará o lado comprometido da firma, reforçando compromissos com o comércio justo, o combate à mudança climática (com programas na Indonésia e no México) e a responsabilidade social corporativa, ao mesmo tempo em que se diversificará o negócio com a oferta de bebidas energéticas.

Igualmente, serão oferecidas novas variedades de café todos os dias, em vez de ir mudando segundo o dia da semana e serão criados programas de fidelidade de clientes, entre outras iniciativas, informou a Agência EFE.
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Sonia maria leite Fernandes
SONIA MARIA LEITE FERNANDES

SÃO BERNARDO DO CAMPO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/03/2008

Eu acredito piamente que a Starbucks acreditou que ia ser um sucesso menosprezando assim a capacidade do brasileiro. Já foi um luxo ir na Starbucks, hoje é comum.