SP: seca reduz produção de café em 70% na região de Altinópolis

A seca do segundo semestre de 2010 e a já esperada produção menor farão a safra de café sofrer quebra de até 70% na região. A previsão é de Guilherme Vicentini, presidente do Sindicato Rural de Altinópolis, cidade em que a cafeicultura é predominante.

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A seca do segundo semestre de 2010 e a já esperada produção menor farão a safra de café sofrer quebra de até 70% na região. A previsão é de Guilherme Vicentini, presidente do Sindicato Rural de Altinópolis, cidade em que a cafeicultura é predominante.

Conhecida pelo cultivo do café arábico, o município costuma produzir 350 mil sacas de 60 quilos por safra. O volume é quase todo exportado. Neste ano, a oferta deve alcançar 105 mil sacas.

Levantamento de técnicos do sindicato revela que, entre meados de agosto a outubro do ano passado, o município registrou déficit hídrico que afetou gravemente as floradas de café esperadas naquele período. "Em seguida, por volta de outubro, foi registrada chuva uniforme, o que acabou antecipando a maturação do grão", explica Vicentini. O outro motivo já esperado pela quebra é a chamada bianualidade, ou seja, a cafeicultura tem um ano bom e um ano considerado ruim de produção, como é o caso deste 2011.

Conforme os cafeicultores regionais, outra característica da safra deste ano é que as condições climáticas de 2010 anteciparam a maturação do café. Sendo assim, a colheita começou antes.
"Geralmente a colheita inteira termina no fim de agosto, mas, desta vez, muitos produtores vão encerrar o trabalho no fim deste mês", comenta o sindicalista de Altinópolis.

Com a colheita uniformizada, quase houve déficit de trabalhadores braçais. "Não faltou porque, assim como ocorre na cana-de-açúcar, no café a mecanização é prática crescente", explica. De acordo com a estimativa do sindicato, os produtores de Altinópolis empregaram 40 máquinas colhedoras na safra atual. Cada máquina substitui 100 homens por dia.

A menor oferta de café certamente impactará nos preços. Nos últimos dias, a saca de 60 quilos foi cotada, em média, em R$ 565 na Bolsa de Nova York. "Não adianta o preço estar bom, porque não há produto para vender", observa o presidente do Sindicato Rural de Altinópolis, Guilherme Vicentini. Segundo ele, em 2010, quando os preços também estiveram favoráveis, os produtores não obtiveram ganhos semelhantes porque já tinham comercializado a produção e, em média, conseguiram R$ 310 por saca. Para o consumidor final, no entanto, o preço do cafezinho expresso, que hoje custa médios R$ 2,50, dificilmente ficará nesse valor até o fim do ano.

As informações são do Jornal A Cidade, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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