Entre as culturas de peso na balança comercial brasileira, o clima irregular com excesso de chuvas registrado em dezembro, janeiro e fevereiro em São Paulo, trouxe efeitos para a cana-de-acúcar e o café. No caso do café, os problemas têm sido as floradas desiguais ou diversas floradas. Isso provoca o desenvolvimento do fruto em fases diferenciadas - enquanto alguns estão em granação, outros podem estar no ponto da colheita.
Em consequência, o grão a ser colhido a partir de maio corre o risco de ir para o mercado com baixa na qualidade, adverte o engenheiro agrônomo Saulo Saleiros, da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas da Alta Mogiana, entidade que reúne produtores dos municípios de Franca, Pedregulho, Cristais Paulistas, Jeriquara, Ribeirão Corrente, Patrocínio Paulista e São José da Bela Vista.
Segundo ele, nesse período do verão tem chovido pouco na região, mas as chuvas fora de época durante o inverno atrapalharam o processo natural de desenvolvimento da planta."O café se desenvolve com tempo chuvoso e quente, mas precisa do momento seco e frio para o estado de dormência necessário ao seu metabolismo", explicou Saleiros.
Ele acredita, no entanto, que em termos de quantidade, a maioria não terá do que reclamar. Dados apurados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) no escritório regional da secretaria em Ribeirão Preto indicam estimativa de perdas de até 10%, principalmente pelo comprometimento da infraestrutura para o escoamento da safra.
Além de implicar maiores custos para a colheita e o beneficiamento, o excesso de umidade fora de hora pode levar alguns grãos a ficar murcho, alertou o pesquisador científico do IEA, Celso Vegro. Ele acrescentou que em razão das fases mistas de grãos maduros com outros sem estar no ponto certo de maturação, ou ainda verdes, o resultado poderá ser "o daquele gosto adstringente da bebida".
A previsão para a safra 2010, feita em janeiro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicou um crescimento de 12,7% a 19,9% na colheita no estado, passando de 3,8 milhões para 4,1 milhões de sacas de 60 quilos.
São Paulo ocupa a terceira colocação no ranking nacional, que é liderado por Minas Gerais (24,7 milhões de sacas), seguido pelo Espírito Santo (12,04 milhões de sacas).
As informações são da Agência Brasil, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
SP: clima irregular prejudica qualidade do café
Entre as culturas de peso na balança comercial brasileira, o clima irregular com excesso de chuvas registrado em dezembro, janeiro e fevereiro em São Paulo, trouxe efeitos para a cana-de-acúcar e o café. No caso do café, os problemas têm sido as floradas desiguais ou diversas floradas. Isso provoca o desenvolvimento do fruto em fases diferenciadas, enquanto alguns estão em granação, outros podem estar no ponto da colheita.
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