SP: Câmara Setorial discute Indicação Geográfica

No dia 08 de fevereiro foi realizada a primeira reunião de 2010 da Câmara Setorial de Café do Estado de São Paulo. Foram discutidas diversas ações para setor cafeeiro paulista para 2010 e dentre os assuntos abordados, destaca-se a continuidade do trabalho referente à qualidade do café de São Paulo, por meio da realização dos concursos de qualidade regionais e estadual. Outro tema de destaque visa à valorização do café paulista, através da obtenção da Indicação Geográfica do café da região de Espírito Santo do Pinhal.

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A primeira reunião de 2010 da Câmara Setorial de Café do Estado de São Paulo foi realizada no dia 08 de fevereiro, e a cidade de Espírito Santo do Pinhal teve destaque.

O encontro contou com a presença do Dr. José Cassiano Gomes dos Reis Júnior, Coordenador da Codeagro (Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios), ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Foram discutidas diversas ações para setor cafeeiro paulista para 2010 e dentre os assuntos abordados, destaca-se a continuidade do trabalho referente à qualidade do café de São Paulo, por meio da realização dos concursos de qualidade regionais e estadual.

Outro tema de destaque visa à valorização do café paulista. Foi apresentado pelo Sr. Henrique Gallucci, Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, e pelo Sr. Paulo Henrique Leme, consultor da empresa P&A Marketing Internacional, um plano de trabalho para obtenção da Indicação Geográfica do café da região de Espírito Santo do Pinhal. A Indicação Geográfica é uma identificação oficial, reconhecida nacional e internacionalmente de que determinado produto possui características e reputação únicas, ligadas à região em que foi produzido.

O café produzido na região de Pinhal possui reconhecimento por sua tradição histórica secular e também por sua qualidade premiada em diversos certames estaduais e nacionais. Para o consultor Paulo Henrique Leme, estas características merecem destaque. "Mais do que uma marca, a Indicação Geográfica valoriza o trabalho de toda uma região em prol do café", e completa, "precisamos transformar este reconhecimento em valor".

Segundo o consultor em marketing no agronegócio, os benefícios não se limitam única e exclusivamente aos produtores de café, pois toda a região se beneficia da iniciativa. Ele citou alguns exemplos oriundos de outros produtos bem sucedidos nesta modalidade de certificação. O Vale dos Vinhedos, famosa região vinícola do Rio Grande do Sul, obteve sua certificação no ano de 2002. Desde então, diversas mudanças ocorreram, talvez a mais pronunciada seja o desenvolvimento do turismo regional, com o surgimento de diversos hotéis, pousadas e queijarias para atender à crescente demanda turística. As propriedades pertencentes à região do Vale dos Vinhedos se valorizaram entre 200 a 500% desde a certificação. "As mudanças são enormes quando toda a comunidade se une em torno do projeto. O turismo e o comércio local são beneficiados diretamente", afirma o especialista.

No agronegócio café, o exemplo vem do cerrado mineiro. Os produtores de café da região obtiveram sua certificação no ano de 2005, desde então, o produto passou a ser valorizado nacional e internacionalmente. Antes, o café do cerrado mineiro possuía deságio frente outras regiões; após a obtenção da certificação, o produto passou a ser comercializado com ágio. "A certificação não faz milagre, porém, todo o projeto faz com que os produtores se unam em torno de um ideal. Marketing e investimento em qualidade são essenciais para o sucesso da empreitada", comenta Paulo Henrique Leme.

Segundo Henrique Gallucci, o projeto está apenas começando, e o objetivo agora é buscar apoio do Ministério da Agricultura para a empreitada. "Contamos com forte apoio das Secretarias de Agricultura do estado de São Paulo e da cidade de Espírito Santo do Pinhal", afirma Gallucci. A articulação regional conta com o apoio do Secretário Municipal José Roberto Domingues. O objetivo agora é agregar o maior número de produtores de café da região em torno do projeto.

As informações são da P&A Marketing Internacional, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 22/02/2010

Caro Paulinho,

Louvavel seu esforço em prol da cafeicultura, em especial agora emprol do projeto de certificação e reconhecimento de origem. Com relação ao concurso de Café Paulista dispensemos os comentários, pois todos sabemos tratar-se de grande farça. Com relação à ultima reunião da Camara Setorial, a recondução do NATHAN já era previsivel mesmo porque, não temos niguem atualmente com um perfil superior para sucedë-lo portanto, nada mais justo que sua permanencia. Com relação a reunião, muito me entristeceu, a auxencia dos produtores, o que demosntra o tanto que a cafeicultura vem sofrendo portanto se um elo esta fraco, provavelmente a corrente se rompera. Mas, com certeza continuaremos a lutar.