SP: café robusta é alternativa para a agricultura
Empresários ligados ao segmento de café e também de outras áreas de negócios decidiram ampliar os investimentos na produção do grão. São Paulo foi o Estado escolhido para a empreitada e, desta vez, a aposta é na variedade robusta, ainda desconhecida da agricultura paulista, e destinada principalmente à produção de café solúvel. São Paulo é terceiro maior produtor de café do Brasil, atrás de Minas Gerais e Espírito Santo, mas produz apenas a variedade arábica.
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O interesse dos empresários em introduzir uma nova variedade em São Paulo se deve principalmente à perspectiva de melhor rentabilidade do produto.
Dados preliminares da Secretaria de Agricultura paulista indicam que a produção do café robusta oferece uma rentabilidade entre 20% e 30% superior à do café arábica, mesmo com um preço 45% menor que o da variedade mais nobre. O custo inferior e a alta produtividade justificam o investimento no plantio em terras paulistas.
Com a experiência de ter sido sócio do Café do Ponto, vendido para Sara Lee, e depois presidente da trading da multinacional americana até 2005, Luiz Roberto Gonçalves é um dos empresários que acreditam no desenvolvimento do robusta em São Paulo. Atualmente vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Gonçalves está cultivando, junto com outros cinco produtores, 10 hectares da variedade em modo experimental na região de Lins, no noroeste paulista.
Cerca de 25 mil mudas de café foram plantadas em setembro de 2009 na região de Lins e terão, neste inverno, a sua primeira florada. A expectativa é de que a primeira colheita da região ocorra no segundo sementre de 2011. "Os clones trazidos do Espírito Santo se adaptaram bem à região, e o desenvolvimento das árvores foi ótimo até o momento", afirma Gonçalves.
Outro que acredita na mudança da cafeicultura paulista é Edvaldo Frasson Teixeira, um dos sócios da Treviolo Café, empresa que já atua na produção do grão, tem uma rede de cafeterias com o mesmo nome e também fabrica máquinas para expresso. Teixeira levou o robusta para uma propriedade em Adamantina, município próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul, onde plantou 17 mil pés em cerca de 6 hectares.
Já produtor de café arábica em Matão - região forte em cana e laranja - , o empresário Pedro Moreira Sales, presidente do conselho do Itaú-Unibanco, também está investindo no plantio de robusta em sua propriedade.
O projeto de introdução da variedade robusta em São Paulo está sendo coordenado pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Dados do instituto indicam que o cultivo de robusta é viável economicamente em São Paulo. Além de maior produtividade e menor custo do robusta, o Estado tem 250 torrefadoras e três solubilizadoras - indústrias de café solúvel - instaladas, que absorvem aproximadamente 7 milhões de sacas por ano.
Os clones que estão sendo cultivados em São Paulo foram selecionados e trazidos do Espírito Santo pelo ICA. O órgão tem um banco de germoplasma de robusta, fruto de um trabalho realizado no passado por pesquisadores do instituto.
Enquanto a produção de café robusta não se consolida em São Paulo, o Estado segue como terceiro maior produtor nacional, com expectativa de colher 4,35 milhões de sacas em 2010, conforme a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A oferta do Brasil para este ano é estimada em 47,1 milhões de sacas, das quais 35,3 milhões serão de arábica e 11,7 milhões de robusta.
A reportagem é de Alexandre Inacio, para o jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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EM 28/07/2010
MARUMBI - PARANÁ - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
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MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 23/07/2010
20 anos ou mais de pesquisa para alcançar esta produçao. Foi praticamente uma vida inteira. Agora que nós produtores este que sofreram e continuam á sofre devidos ao preços praticados pelo mercado que estão devasado em relaçao ao custo de produção segundo a conab.
Eu acho que não é justo transferir esta tecnologia para o Estado de São Paulo,este estado que já é o mais rico do Brasil,em todos os apectos que seja na industrias que sejam na agricultura.Eu acho que todos os seguimentos da cadeia produtiva do Estado deveria pressionar os governos não para proibir mais para incentivares outras culturas já que o Estado como fou dito é o mais rico da federação.Porque se isto acontecer criará grandes bolsões de pobreza entorno das grandes cidades como aconteceu no passado.