SP: Anvisa interdita 1 milhão de litros de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ontem, 05, ter interditado cerca de 1 milhão de litros de agroquímicos com irregularidades e adulterações na fábrica da Syngenta em Paulínia/SP. A Anvisa informou que a Syngenta está sujeita a multa de até R$ 1,5 milhão, além do cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos produtos em que foram identificadas as irregularidades.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ontem, 05, ter interditado cerca de 1 milhão de litros de agroquímicos com irregularidades e adulterações na fábrica da Syngenta em Paulínia/SP. A Anvisa informou que a Syngenta está sujeita a multa de até R$ 1,5 milhão, além do cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos produtos em que foram identificadas as irregularidades.

Por meio de uma nota, a Syngenta confirmou a ação do órgão. "A companhia já está providenciando a adequação ou a defesa pertinentes, de acordo com o caso. Estamos tomando todas as providências necessárias para assegurarmos que não haja prejuízos aos nossos distribuidores e milhares de clientes", informou.

Cerca de 600 mil litros eram de agroquímicos e componentes com datas de fabricação e de validade adulteradas. De acordo com a Anvisa, esses produtos não poderão ser utilizados ou comercializados até que se restituam as datas verdadeiras de produção e de validade. A empresa foi autuada por destruição total das etiquetas de identificação de lote, data de fabricação e de validade do produto Flumetralin Técnico Syngenta, o qual foi interditado. Vários lotes do mesmo produto também foram interditados por apresentarem certificado de controle de impurezas sem assinatura, sem data da avaliação ou com data de realização anterior à produção do lote analisado.

Outro produto interditado com o certificado de análise sem assinatura e sem a quantidade real de ingrediente ativo foi o Score Técnico. Já agroquímico Verdadeiro 600 teve as embalagens interditadas por confundir o agricultor quanto ao perigo do produto.

Na nota distribuída, a Syngenta divulgou ainda que "os mais altos padrões de segurança, saúde e de proteção ao meio ambiente, bem condições adequadas de trabalho, são prioridades" para a companhia.

Por fim, a Syngenta reafirma, no documento, que "os produtos são seguros quando usados de acordo com as instruções que constam de seus rótulos" e reitera "que considera fundamental o cumprimento do marco regulatório e os papéis desempenhados pela Anvisa, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério do Meio Ambiente, na busca pela melhor forma de proteger a saúde da sociedade, o meio ambiente e o agronegócio brasileiro", conclui.

As informações são da Agência Estado.
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Marciel Zampiroli
MARCIEL ZAMPIROLI

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 07/10/2009

Temos que ficar atentos a interesses de empresas que querem vender produtos a qualquer preço, desrespeitando leis e o agricultor. Isto é uma falcatrua. Estas empresas devem ser punidas com rigor. O agricultor não merece ser enganado. Os produtos já tem um valor alto. Porque ainda adulterar? Essas empresas querem ganhar muito dinheiro e a qualquer custo.