Silas Brasileiro: "Governo comprometeu-se à correção anual do preço mínimo do café"

Segundo Silas Brasileiro, a elevação no preço mínimo representa um avanço, mas fica aquém da demanda do setor. O ponto positivo, para o deputado federal e presidente do CNC, é que o mínimo passou de R$ 300,00 a saca e o governo comprometeu-se, através do Ministério da Agricultura e da Fazenda, que agora a correção no preço será anual.

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A elevação no preço mínimo governamental do café de R$ 261,69 a saca para R$ 307,00 representa um avanço, ajuda o produtor neste momento de dificuldades no mercado, mas fica aquém da demanda do setor. A opinião é do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro*.

Silas Brasileiro observou que os produtores desejavam uma elevação no preço para pelo menos os R$ 336,13 a saca que a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) comprovou através de estudo como sendo a média do custo de produção do arábica no Brasil. "O governo teve a preocupação, que não procede, com a possível inflação que uma maior elevação no preço traria. Mas, quando o café estava a mais de R$ 400,00 a saca do grão não houve aumento nas gôndolas ou do cafezinho nos bares e restaurantes, o que não justifica essa preocupação", afirmou.

Além disso, o deputado coloca que o governo temia que uma correção maior no preço do café poderia fazer com que outros setores também pedissem elevações em seus valores das commodities, o que também para Brasileiro é injustificável, uma vez que desde 2009 o café não tinha aumento no preço mínimo.

O ponto positivo, para o deputado, é que o mínimo passou de R$ 300,00 a saca e o governo comprometeu-se, através do Ministério da Agricultura e da Fazenda, que agora a correção no preço será anual. E agora a cadeia produtiva também aguarda por medidas complementares, que deverão vir, entre elas leilões de opção e o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor).

Brasileiro disse que já houve uma reação no mercado com a perspectiva de elevação no preço mínimo, que é uma importante referência. "Agora esperamos pelas opções e pelo Pepro", apontou o presidente do CNC, destacando que o setor também aguarda os números dos estoques do Brasil, segundo a Conab, que deverão ser divulgados na próxima semana.

O presidente do CNC está otimista em relação à política para o café por parte do governo, com a recuperação do mercado a partir do novo preço mínimo e de medidas referentes à liberação de verbas do Funcafé. Ele descreve que são 4 os passos neste momento que estão sendo dados pelo governo e que podem ajudar os produtores. O primeiro foi a reprogramação dos pagamentos da estocagem, com o alongamento dos financiamentos. O segundo passo foi o preço mínimo elevado. O terceiro foi o voto do CMN com o orçamento do Funcafé para 2013 e o quarto passo seriam as opções e o Pepro. Este quarto passo deverá ser dado pelo governo a partir de junho, caso o preço do café não se recupere para uma faixa próxima a R$ 400,00 a saca, acredita Silas Brasileiro. 

*Em entrevista à Safras & Mercado.

A matéria é de Safras & Mercado (Lessandro Carvalho), adaptada pelo CaféPoint.

Leia também: Deputado federal Silas Brasileiro comenta sobre novo preço mínimo
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GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/05/2013

Este Silas só é brasileiro no nome.  O preço é ridículo, próprio dos engravatados que passam o dia no ar condicionado e no final de semana viagem às custas do cafeicultor....
Roberto Rosa Machado
ROBERTO ROSA MACHADO

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - ESTUDANTE

EM 09/05/2013

Foi até o que frisei em um comentário sobre o reajuste. O preço dá matéria prima, no caso o café  beneficiado não favoreceu há alguns anos atrás ao preço do produto final, visto que as cotações estavam em torno de 400,00 a saca de bebida dura e  o torrado e moído tradicional e os cafés gourmet não estavam com os valores semelhantes aos de 2013. Quanto a inflação, o governo tem que preocupar com o diesel e as  séries de alíquotas tributárias que a indústria fica subordinada.