Silas Brasileiro cria proposta para melhoria do setor

O Deputado Federal, Silas Brasileiro, apresentou uma proposta para criação de um programa de estímulo ao crédito para formação de estoques privados de café, que foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.

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O Deputado Federal, Silas Brasileiro, apresentou uma proposta para criação de um programa de estímulo ao crédito para formação de estoques privados de café, que foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.

Confira abaixo a proposta.

Considerações iniciais

Os preços do café brasileiro têm sofrido ao longo dos últimos anos forte depreciação em relação aos nossos principais concorrentes, com prejuízo para os nossos produtores.

Como motivo principal, está à estrutura do setor exportador nacional, diluído em mais de uma centena de agentes que comercializam os cafés de nossos produtores no mercado externo, em que 70% da demanda se concentra em sete grandes corporações, caracterizando um oligopsônio.

O processo de formação de preços na estrutura atual inicia-se pela venda dos exportadores aos agentes externos, que aplicam descontos (conhecidos como diferenciais) aos nossos cafés em relação aos cafés cotados na Bolsa de Nova York (contrato C). Quando os diferenciais são negociados com altos deságios, como ocorre atualmente, os preços recebidos pelos produtores ficam aviltados. Para mudar este processo é necessário criar condições para que haja um maior equilíbrio de forças neste mercado, com uma maior participação dos produtores no processo de formação de preços do café.

Situação atual

Temos hoje uma situação inusitada. O Brasil encontra-se atualmente com baixíssimos estoques nas mãos do setor privado, estima-se no mercado que nosso estoque de passagem será de cerca de 4 milhões de sacas, um dos mais baixos registrados até hoje, entretanto os preços não reagem. A razão disso está na transferência de nossos estoques para os países consumidores. É conhecido no mercado o fato de que o mesmo volume de estoques tem impacto diferente e até oposto, dependendo de estar nas mãos dos produtores ou consumidores. É o que ocorre atualmente, com a demanda concentrada em um pequeno número de corporações. Com grandes volumes de estoques, as indústrias internacionais colocam altos deságios em nossos cafés, com conseqüências desastrosas nos preços pagos aos produtores.

Instrumento proposto: - Seguro contra queda abaixo dos Preços Mínimos vinculado a operações de financiamento de estocagem

A maneira mais eficaz de reequilibrar a relação de forças no mercado e desta forma, criar condições de negociação que valorizem mais nossos cafés, é deixar na origem os estoques. O problema que temos hoje, é que com os produtores descapitalizados, muitos deles não suportam reter o produto recebendo pela saca financiada 70 ou 80% do seu preço, o que os obriga a vender. Por outro lado, o agente financeiro não tem condições de financiar 100% do produto, devido à margem de segurança que eles necessitam operar por força de seus normativos. Além disso, o Funcafé não dispõe de recursos necessários para financiar um volume que viesse deixar os compradores em uma situação não tanto confortável como a atual.

O instrumento proposto é simples, ele consiste na criação de um seguro contra queda nos preços do produto financiado, de forma que os bancos ao fazer a concessão do financiamento teriam a certeza de que em caso de declínio nos preços em níveis abaixo dos preços mínimos, os produtores receberiam um ressarcimento de um valor que seria fixado, de forma que daria segurança ao Banco para emprestar, e ao mesmo tempo, condições financeiras para que produtores e outros agentes da cadeia como indústrias nacionais e exportadores, conseguissem fazer a operação, diminuindo a pressão de oferta que provoca os altos descontos. A fonte de recursos para o seguro seria o Funcafé, que tem na lei que o criou, amparo para esta ação.

Exemplificamos, somente para efeito de compreensão, visto que o atual preço de garantia precisa ser corrigido por estar abaixo do custo de produção:

Produtor A - Vai ao Banco e recebe no preço de hoje R$ 261,00 por saca de café financiado pelo prazo de 12 meses. Após 12 meses podem ocorrer 2 situações distintas:

1ª - Os preços se mantêm acima dos preços mínimos e ele paga o financiamento.

2ª - Os preços declinam em níveis abaixo do preço mínimo, o produtor vende o café e recebe o complemento que foi determinado no seguro.

Supondo que o valor do seguro fosse de até R$40,00 por saca e na situação 2 os preços caíssem para R$240,00, o produtor receberia R$21,00 para complementar o preço mínimo de garantia e pagar o banco.

Custo para o Governo

Se colocarmos como meta o financiamento de 10 milhões de sacas de café em toda a cadeia, e utilizando-se o valor exemplificado acima, seria necessário que o Governo realizasse uma alocação orçamentária no Funcafé de R$400 milhões, valor este que teria uma pequena possibilidade de efetivamente ser utilizado, dado ao fortíssimo impacto que o Programa forneceria ao mercado.

Efeitos no mercado

Os seguintes efeitos podem ser esperados a partir da adoção deste instrumento:

- Uma maior oferta de crédito por parte dos agentes financeiros para estocagem do grão, inclusive de fontes de exigibilidade obrigatória, já que seria uma operação com baixíssimo nível de risco para os bancos.

- Maior facilidade dos produtores em acessar esta linha de crédito.

- Maior volume de sacas financiadas. Além dos produtores, todos os demais agentes da cadeia café poderiam acessar o instrumento e as linhas de crédito, de forma que a pressão da oferta seria minimizada.

- Maior harmonia na cadeia café, com redução dos conflitos. Diminuiria a disputa pelos recursos entre os diferentes agentes, uma vez que se espera um substancial aumento na oferta de crédito, bem como pelo fato de toda cadeia assumir uma mesma posição diante do mercado.

- Melhora nos preços pagos aos produtores, pela via da redução dos descontos aplicados contra nossos cafés. Significa que diferentemente de outras políticas que procuravam elevar os preços internos por medidas de impacto a todos os demais produtores mundiais e exerciam o chamado efeito "guarda chuva", o instrumento proposto irá elevar os preços de nossos cafés sem beneficiar os nossos concorrentes.

- Melhoria na renda dos produtores, melhoria na economia dos mais de 1.700 municípios onde a cafeicultura se faz presente, aumento na oferta de empregos, redução da inadimplência nos financiamentos, eliminação da necessidade constante de renegociações de dívidas pela falta de renda.

Esperamos com esta contribuição, oferecer uma eficaz alternativa que possa corrigir o que consideramos ser distorções oriundas de um mercado em que a correlação de forças e de organização entre oferta (produtores) e demanda (indústrias internacionais) é profundamente e perversamente desigual.

Entendemos ainda ser necessária a adoção de outras medidas para a estruturação do setor, que vão desde o reajuste do preço mínimo "que é fundamental", a continuidade dos programas de opções de venda, o aperfeiçoamento das estatísticas brasileiras, a agilização dos financiamentos de custeio e colheita dos produtores, a erradicação de lavouras improdutivas e o equacionamento do endividamento da cafeicultura, para que possamos no menor espaço de tempo possível, proporcionar melhores condições de remuneração a nossos cafeicultores e trabalhadores que sofrem com a situação atual.

As informações são do Gabinete do Deputado Federal Silas Brasileiro, adaptadas pela equipe CaféPoint.
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LUCIANO VILELA DUTRA
LUCIANO VILELA DUTRA

GUAPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 17/03/2010

Caro Senhor Sillas, como o Senhor ainda tem coragem de aparecer na mídia e querer falar de café.Que autoridade tem o Senhor de querer propor alguma coisa para nossa sofrida classe. Se depender dos cafeicultores para sua reeleição, pode arrumar outra classe para as suas balelas. Nós da Sincal estamos nos unindo para apoiar aquele político, que realmente veste a camisa dos cafeicultores.
JOHNY FERREIRA BUENO
JOHNY FERREIRA BUENO

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 03/03/2010

Todo ano em que se fala em eleições é esta baboseira dos nossos políticos. São uma camarilha que só pensam em votos. Este Silas e outros Silas que por aí perambulam e enriquessem às custas de nós cafeicultores, e, porque não dizer, às custas do agronegócio, deveriam ser banidos, para sempre. Enquanto não tivermos pessoas honestas e que entendam do assunto, ficaremos afundando e sem perspectiva para o futuro da agropecuária. A meu ver, estamos a anos luz para a solução desta crise sem fim. Estou com 72 anos de idade e ainda presenciarei nosso país importar café do Vietnam, soja, milho, trigo, cebola, feijão, arroz, carnes, alface, batata, tudo importado da China. O povo vai comer eletrodomésticos, automóveis, brinquedos, sapatos, etc.
Luiz Augusto Pollo
LUIZ AUGUSTO POLLO

ALPINÓPOLIS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 02/03/2010

Dias atrás me pronunciei, dizendo que produzir café e fazer gestão de nosso negócio nós sabemos, e o que precisa de ser ajustado é a legislação que nos rege, e ferramentas governamentais que possam nos auxiliar ( plano nacional para a cafeicultura ) a enfrentar as ocilações de preço que ocorre normalmente com os produtos agricolas. e fomos mais, falamos em trocar os nossos representantes legislativos, por incompetência e por omissão, estou vendo que esta fala não esta sozinha.
Eduardo Lima
EDUARDO LIMA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/02/2010

Sr. Silas "Brasileiro" deverias se envergonhar do próprio oportunismo eleitoreiro.

O seu prazo para oferecer alguma proposta esta precluso. totalmente intempestivo.
Sua omissão nesses ultimos tempos é injustificavel, para quem sempre se apresentou como um defensor da classe.
Diogo Dias Teixeira de Macedo
DIOGO DIAS TEIXEIRA DE MACEDO

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO

EM 25/02/2010

Deputado Silas, nem vou dizer que você é Brasileiro ... muito menos cafeicultor ...
O seu tempo acabou ... você deveria ter pensado em mudanças antes de querer se re-eleger ... o melhor que faz agora é dar apoio a SINCAL, marque uma reunião com sr. Armando Matielli e escute o que ele tem a dizer, de apoio e dessa vez, devenda a cafeicultura que em toda eleição devende seu cargo.
Eliane de Andrade C. Nogueira
ELIANE DE ANDRADE C. NOGUEIRA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/02/2010

Sr. Silas Brasileiro, agora que o Sr propõe mudanças na cafeicultura?Deveria ter feito isso muito antes , pois , o Sr. teve tempo mais que suficiente durante o seu mandato de fazê - lo.Agora, outras lideranças estão surgindo e o mais importante, trabalhando para que esta política para o café se estabeleça.A SINCAL está aí, lutando contra interesses de vários setores , para que nós tenhamos uma cafeicultura melhor....Não me venha com propostas em ano eleitoral, para mais uma vez enganar a nossa classe , já tão sofrida.O SEU TEMPO JÁ PASSOU.....
henrique rezende pacheco
HENRIQUE REZENDE PACHECO

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/02/2010

Depois de fazer uma lambança no ano passado,com declaraçoes desencontradas aos anseios dos cafeicultores,ja era de se esperar que no ano de eleições o "Deputado" viria com soluções mirabolantes.Vamos torcer para dar certo,pois como no Brasil tudo é possivel em ano eleitoral,podemos sonhar mais uma vez!!!