Setor discute implantação do georreferenciamento do parque cafeeiro

Para debater o uso dessa tecnologia no aprimoramento das estatísticas oficiais brasileiras, estiveram reunidos representantes do CNC, CNA, Abic, Cecafé e Fundação Procafé e do Governo Federal.

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Da redação

O setor do café brasileiro discutiu, na última semana, uma possível solução para aprimorar as estatísticas oficiais brasileiras referentes a cultura. A demanda é antiga na cadeia produtiva e, segundo o Conselho Nacional do Café (CNC), em seu último balanço do dia 15 de abril, a principal estratégia é a implantação do georreferenciamento do parque cafeeiro nacional.

Em reunião do CNC, em Brasília (DF), o assessor especial para o café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Niwton Castro Moraes, informou aos presentes sobre o andamento do projeto de mapeamento do parque cafeeiro mineiro, que tem previsão para ser concluído em 2017. Na ocasião, “o setor definiu o escopo necessário para o primeiro passo no sentido da implantação do sistema de monitoramento do parque cafeeiro, o qual incluirá: (i) mapeamento do cinturão produtor com base em imagens; (ii) levantamento dos pontos de dúvida e validação do mapa em campo; e (iii) validação estatística do mapeamento”, informou o deputado Silas Brasileiro (PMDB/MG), presidente do CNC.

Durante a prévia, o Conselho apontou que o georreferenciamento deve resultar em:
a) mapas temáticos digitais, por município, dos cafezais em produção e formação, estratificados por arábica e conilon, para os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia, Goiás e Distrito Federal;
b) caracterização do parque cafeeiro com relação à altitude, à declividade e à face de exposição;
c) criação e disponibilização de banco de dados espacial, com acesso pelos contratantes;
d) atualização periódica do mapeamento.

A demanda foi levada, na última quinta-feira (14/4), a 24ª reunião do Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento (CDPD) do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que reuniu representantes da cadeia produtiva (CNC, CNA, Abic, Cecafé e Fundação Procafé) e do Governo Federal.

A proposta previamente discutida pelo CNC foi acatada no CDPC, que definiu o apoio da Embrapa Café para criar um termo de referência para apresentação de projetos por instituições com experiência comprovada em georreferenciamento de culturas agrícolas, em especial as perenes. “Com isso, será criada uma base de comparação para análise das propostas a serem apresentadas, cuja avaliação ocorrerá no âmbito do Comitê. Os próximos passos serão a seleção da melhor proposta, definição do financiamento e aprovação pelo CDPC, onde serão estipuladas as diretrizes para o começo, de fato, da implementação do georreferenciamento no parque cafeeiro do Brasil, o que contribuirá para gerar mais credibilidade ao sistema estatístico de nossa cafeicultura”, concluiu Silas Brasileiro.
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Equipe CaféPoint

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