Setor debate rentabilidade da cafeicultura nacional

A tônica do encontro foram os pleitos para solucionar de maneira definitiva o problema do endividamento da cafeicultura apresentados pelo setor produtivo em 2007. Mesmo tendo obtido êxito em grande parte das reivindicações junto ao governo federal, as lideranças da produção cafeeira, pensando no ano que vem, deixaram explícito que não abrem mão de ferramentas que garantam renda à atividade, como o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e os Leilões de Opções Públicas.

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Na tarde desta terça-feira (27/11), a Comissão Nacional do Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) se reuniu, em Brasília, para fazer uma explanação a respeito do perfil do endividamento e da capacidade de pagamento da cafeicultura brasileira. Estiveram presentes, também, representantes das Federações da Agricultura de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná, além de assessores do CNC (Conselho Nacional do Café), entidade que atua em conjunto com a Comissão do Café da CNA na defesa dos interesses do setor.

A tônica do encontro foram os pleitos para solucionar de maneira definitiva o problema do endividamento da cafeicultura apresentados pelo setor produtivo em 2007, os quais foram defendidos por suas lideranças representativas, como a Frente Parlamentar do Café e a Comissão de Agricultura na Câmara dos Deputados, além dos próprios CNC e Comissão do Café da CNA. Na reunião, também foram traçadas perspectivas para o setor em 2008.

Mesmo tendo obtido êxito em grande parte das reivindicações junto ao governo federal, as lideranças da produção cafeeira, pensando no ano que vem, deixaram explícito que não abrem mão de ferramentas que garantam renda à atividade, como o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e os Leilões de Opções Públicas.

Ainda pensando na geração de renda à cafeicultura, foi exposto, também, um projeto que pretende capacitar os produtores brasileiros. Trata-se do programa "Campo Futuro: Gestão de Custos e Riscos para Produtores Rurais", cujo objetivo, conforme o próprio nome indica, é fazer com que o agricultor tenha ciência do seu custo de produção e, partindo dessa premissa, minimize os riscos em sua atividade, utilizando para isso instrumentos de mercado futuro.

Este projeto, idealizado pela CNA, tem como parceiros a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), e conta com o apoio do CNC. Em princípio, o programa abrange as culturas de soja, milho e pecuária de corte, para gestão de custos e riscos; e café, pecuária de leite, arroz, trigo e algodão no que se refere à gestão de custos.

No caso específico da cafeicultura, o programa é realizado em parceria com a Ufla (Universidade Federal de Lavras) - uma instituição de excelência na área, além de ser isenta, independente e um órgão federal -, com o intuito de desenvolver um trabalho destinado aos interesses da cadeia café como um todo.
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