Setor cafeeiro pede agilidade na liberação de recursos

Representantes do agronegócio do café reuniram-se, em 20/06/06, com o ministro Roberto Rodrigues, para discutir aspectos ressaltados no documento "A real situação da cafeicultura", recentemente entregue à bancada ruralista.

Publicado por: CaféPoint

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Representantes do agronegócio do café estiveram reunidos, ontem, 20/6, com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, para mostrar a situação pela qual passa o setor e pedir agilidade na liberação dos recursos para a colheita e na solução do endividamento do setor.

O encontro foi solicitado pelo ministro, após receber informações sobre o documento intitulado:"A real situação da cafeicultura", que foi entregue à bancada ruralista recentemente.

Na ocasião, o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Maurício Miarelli, disse ao ministro que em diversos segmentos da sociedade há uma percepção errônea de que a cafeicultura vive um bom momento e que, portanto, o setor teria capacidade de saldar seus compromissos.

"É comum ouvirmos que os três C's - cana, citros e café - vão bem", disse Miarelli. O presidente da Comissão Nacional do Café, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita, argumentou que, o café, como várias outras commodities, vive um momento extremamente delicado, em conseqüência principalmente de três fatores: a grave crise de preço e renda, que marcou o período 2001-2004; a desvalorização do dólar e a forte especulação do mercado.

Entre 2001 e 2004 os preços médios anuais estavam extremamente baixos, entre US$ 43 e US$ 73 por saca (de 60 quilos) de café arábica, muito inferiores ao custo de produção (estimado entre US$ 70 e US$ 96 por saca para uma produtividade de 20 sacas por hectare); o que gerou um prejuízo de US$ 2,5 bilhões, ainda não recuperado.

O ministro prometeu empenho na liberação dos recursos para a colheita. Até agora, dos R$ 600 milhões previstos, apenas R$ 205 milhões chegaram às instituições financeiras - por falta de assinatura de convênios dos demais bancos.

"Esse atraso dificulta o acesso do produtor ao financiamento", diz Miarelli, lembrando que, com o avanço da colheita os preços do café estão em baixa. Quanto à inclusão do setor no pacote de renegociação das dívidas, o ministro disse que depende de discussão junto ao Ministério da Fazenda.

Fonte: Assessoria de Imprensa CNC, adaptado por Equipe CaféPoint
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