Em pleno Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais secas de Minas Gerais, na cidade de Aricanduva, a cerca de 450 km de Belo Horizonte, a fazenda Alvorada comprova que a pesquisa é capaz de transformar em realidade o que poderia parecer no mínimo improvável. A cultivar Catiguá MG2, recomendada para a produção de cafés especiais, após cinco anos de experiência, demonstrou boa adaptabilidade ao solo e clima da região.
“É um material com grãos menores, mas que se destaca pela qualidade da bebida. Aparentemente, é uma planta pouco exigente à nutrição”, explica o pesquisador da EPAMIG Antônio Pereira. Para o cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, proprietário da Fazenda Alvorada, a Catiguá MG2 é uma oportunidade para a região se destacar na produção de café gourmet. “Essa variedade obteve 83 pontos em análise de cupping feita pela Ally Coffee (exportadores norte-americanos de café do Brasil), de acordo com a metodologia Specialty Coffee Association of América (SCAA)”. Sérgio disse que a bebida tem um gosto mais adocicado e um amargor diferente dos grãos cultivados até então na região.
Para difundir a Catiguá MG2 na região, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) realizou um dia de campo para cafeicultores locais. Entre os participantes estava o cafeicultor Osvaldo Cordeiro. Ele ainda colhe o café manualmente, mas disse que a falta de mão de obra força a busca por alternativas. “Ainda não conhecia essas novas cultivares. Elas podem ser sim uma opção para lavouras como a minha, em área um pouco montanhosa”, afirmou.
Para o coordenador do Núcleo Tecnológico EPAMIG Café, César Botelho “a região tem potencial para produção de cafés especiais, mas para isso é preciso intensificar os estudos de adaptação de tecnologias que deram certo em outras regiões, incluindo as tecnologias para pós-colheita”.
As informações são da EPAMIG.
Semiárido mineiro já tem tecnologia para produção de cafés de qualidade
Em pleno Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais secas de Minas Gerais, na cidade de Aricanduva, a cerca de 450 km de Belo Horizonte, a fazenda Alvorada comprova que a pesquisa é capaz de transformar em realidade o que poderia parecer no mínimo improvável. A cultivar Catiguá MG2, recomendada para a produção de cafés especiais, após cinco anos de experiência, demonstrou boa adaptabilidade ao solo e clima da região.
Publicado por: CaféPoint
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