Selo de comércio justo remunera mais cafeicultor

A primeira safra certificada com o selo comércio justo rendeu ao cafeicultor Rafael de Paiva, 20% a mais. Neste mês, os grãos cultivados por Paiva estarão na marca comercial de café vendida pela Sam´s Club, a rede de atacado da Wal-Mart. Outras redes, como Dunkin´ Donuts, McDonald´s e Starbucks, já vendem alguns cafés do selo comércio justo. Os agricultores do comércio justo no Brasil recebem pelo menos R$ 4,68 por quilo de café, comparado com a taxa atual de mercado de cerca de R$ 3,80 por quilo, segundo o presidente da Café Bom Dia, Sydney Marques de Paiva.

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O cafeicultor Rafael de Paiva já está colhendo frutos por certificar sua produção. A primeira safra certificada com o selo comércio justo lhe rendeu 20% a mais. Neste mês, os grãos cultivados por Paiva estarão na marca comercial de café vendida pela Sam's Club, a rede de atacado da Wal-Mart. Outras redes, como Dunkin' Donuts, McDonald's e Starbucks, já vendem alguns cafés do selo comércio justo.

"Temos agora um impulso nessa direção, com grandes empresas e instituições aderindo ao comércio justo", disse o presidente e diretor executivo da TransFair USA, a única certificadora independente de comércio justo nos Estados Unidos, Paul Rice.

Os agricultores do comércio justo no Brasil recebem pelo menos R$ 4,68 por quilo de café, comparado com a taxa atual de mercado de cerca de R$ 3,80 por quilo, segundo o presidente da Café Bom Dia, Sydney Marques de Paiva.

Assim como a maioria dos cerca de 3 mil membros de sua cooperativa, e três quartos dos agricultores de café do mundo, Paiva cultiva menos de 10 hectares de terra. Ele produz cerca de 200 sacas de 50 quilos para a cooperativa, sendo que 70% são vendidas como comércio justo para a Café Bom Dia.

Essa produção rendeu a ele cerca de R$ 258,00 por saca, comparados com cerca de R$ 230,00 para aquelas que não são do selo comércio justo. O rendimento extra total deste ano já foi de R$ 3.920, uma quantia enorme nas pobres montanhas de Minas.

Segundo notícia do jornal O Popular/GO, a Associação Internacional de Comércio Justo, uma instituição formada por organizações em mais de 70 países, define comércio justo como aquele que reflete 'a preocupação com o bem-estar social, econômico e ambiental de pequenos produtores marginalizados' e aquele que 'não maximiza os lucros à custa desses produtores'.

Grandes redes comerciais estão comercializando o café do comércio justo em diversos níveis. Todos os cafés expresso servidos nas 5,4 mil lojas do Dunkin' Donuts nos Estados Unidos, por exemplo, levam o selo de comércio justo. Todas as lojas do McDonald's em New England vendem apenas café com esse selo. No ano passado, a Starbucks comprou 50% mais cafés com o selo do que em 2005.

Mas as mercadorias do comércio justo continuam representando uma porcentagem minúscula do comércio mundial, apesar de estarem se expandindo. Somente 3,3% do café vendido nos EUA no ano passado eram certificados com o selo, mas esse número representou mais de oito vezes o registrado em 2001, segundo a TransFair USA.
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