Seis países serão responsáveis para atender aumento da demanda global de café

Consumo mundial da commodity segue aumentando e estoques estão cada vez mais apertados. Segundo a consultoria P&A Marketing, seis são os países que possuem potencial de aumento da produção para que o setor produtivo alcance a quantidade exigida pela demanda mundial em um futuro próximo.

Publicado por: CaféPoint

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O consumo global de café em 2011 atingiu 139 milhões de sacas, 4,7 milhões a mais do que o volume produzido na safra 2011/12, segundo a Organização Internacional do Café (OIC).

Considerando um cenário razoável de crescimento da demanda, a OIC estima que a produção mundial precisa alcançar 165 milhões de sacas em 2020.

Em todo o mundo, segundo projeções da P&A Marketing Internacional, 4 países apresentam potencial para aumentar de modo significativo a produção de cafés arábica e 2 países a de robusta: Brasil, Peru, Honduras, Etiópia (arábicas) e Vietnã e Indonésia (robustas).

Brasil:

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé estima que a produção brasileira terá de crescer para 60 milhões de sacas até 2020, ante as 50,5 milhões estimadas para 2012/13. De 2001 a 2010, a produção cresceu cerca de 30% sem expansão da área plantada, resultado de um aumento significativo da produtividade das lavouras (70,6% de crescimento da safra 2001/02 para a safra 2012/13 - 24,5 sacas por hectare), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab. O país seria o único capaz de aumentar a produção de arábicas (70% do total da produção) quanto de robusta (30% do total)

Hoje, ao contrário de toda tradição de nossa cafeicultura, o Brasil tem despontado como provedor de café de qualidade e sustentáveis, lembra Carlos Henrique Brando, sócio-diretor da P&A Marketing Internacional.

Etiópia:

Em 2011, a produção local foi de 6 milhões de sacas, segundo a OIC e as estimativas no país, não muito precisas, projeta safras de 8 a 9 milhões de sacas nos próximos anos. O país desvalorizou sua moeda, e o produtor passou a receber mais em dólar e ter mais renda. A privatização das fazendas estatais, embora seja um processo mais lento, também ajudou o país a aumentar a produção nos últimos anos.

Peru:

País é o terceiro maior produtor da América do Sul, produzindo 4 milhões de sacas em 2011, estando atrás apenas de Brasil e Colômbia. Apesar de uma possível redução na próxima safra, por causa do clima desfavorável, a P&A avalia que o Peru aproveitou o espaço deixado pela Colômbia (quebras de safra nos últimos anos) no mercado internacional, sendo um substituto mais barato para os grãos colombianos.

Honduras:

O país vem ampliando a produção e melhorando a qualidade do café. Em 2012/13, deverá superar 5 milhões de sacas, ante as 4 milhões de sacas produzidas em 2011/12 de acordo com a P&A. "Há terras e mão de obra disponíveis", observa Brando.

Vietnã:

Maior produtor mundial de robusta, enfrenta limitação de água para irrigação e falta de investimentos para o antigo parque cafeeiro. Mesmo assim, a produção, que ao longo da última década ficou estagnada em torno de 18 milhões de sacas, deve ficar entre 24 milhões e 26 milhões de sacas na safra 2012/13 - um recorde.

Indonésia:

País produziu 9 milhões de sacas em 2011 e tem potencial para alcançar entre 10 milhões a 12 milhões de sacas na próxima safra, se o clima for favorável. Assim, o país também já substituiu a Colômbia no posto de terceiro maior produtor de café.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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