Secagem do café: agricultor inova com "rodo-vassoura"

A fase de secagem do café é trabalhosa e pesada. O produto em coco deve ser movimentado, numa média de seis a sete vezes por dia, no terreiro para não fermentar. Há oito anos, um cafeicultor da Zona da Mata começou a pesquisar uma ferramenta que tornasse essa atividade mais fácil. Foram cerca de quatro anos de desenvolvimento de um rodo-vassoura, que se tornou sucesso em mais de 20 municípios da região. A criação foi o segundo colocado em um concurso de invenções promovido pela Emater de Minas Gerais neste ano.

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A fase de secagem do café é trabalhosa e pesada. O produto em coco deve ser movimentado, numa média de seis a sete vezes por dia, no terreiro para não fermentar. Há oito anos, um cafeicultor da Zona da Mata começou a pesquisar uma ferramenta que tornasse essa atividade mais fácil. Foram cerca de quatro anos de desenvolvimento de um rodo-vassoura, que se tornou sucesso em mais de 20 municípios da região. "Só tenho dificuldade para produzir, os que ficam prontos saem todos", conta o inventor da engenhoca, Walter Roberto Pereira.

A criação foi o segundo colocado em um concurso de invenções promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) neste ano. A premiação foi realizada na primeira semana de outubro. Walter defende ainda que o rodo pode ser utilizado em outras culturas como as de milho e feijão. De quatro anos para cá, ele produziu cerca de 3,5 mil a 4 mil rodos por ano. Vende para loja a R$ 30; para os cafeicultores, a R$ 38. Há algum tempo, a produção ficou mais sofisticada.

Quando a borracha do rodo desgasta, ele oferece uma sobressalente para o cliente. Ao invés de comprar a peça toda, sai mais barato só substituir a borracha. Antes de chegar ao resultado final, o agricultor pensou em possibilidades que tornassem o rodo ergonômico, ou seja, adequado ao movimento do corpo do trabalhador. "A posição que a pessoa precisa ficar para movimentar o café é muito cansativa, por isso, levei muito tempo até encontrar um modelo que fosse adequado a qualquer altura.

A borracha passou por vários testes até que chegasse a largura e espessura ideias", conta. As pesquisas para chegar ao formato ideal foram feitas com base na própria experiência. "Também observava as dificuldades dos meus amigos para secar o café. Isso também me motivou", completa.

Redução do tempo de movimentação

A invenção do rodo que funciona como vassoura trouxe uma contribuição e tanto para os cafeicultores. Estima-se que o rodo inventado por Walter Roberto Pereira diminuiu o tempo de movimentação do café em pelo menos quatro vezes. O agricultor José Antônio Neto confirma o acerto da invenção.

Ele diz que compra cinco rodos por ano na propriedade onde colhe cerca de mil sacas de café por ano. "É uma ferramenta muito eficiente, porque permite mexer o café quase sem tornar a atividade pesada. Facilita muito o trabalho de mudar o café de posição", explica. Conforme o cafeicultor, se o produto ficar amontoado, pode fermentar e perder a qualidade. Ele pondera que o invento só foi possível porque Walter é muito curioso. "Ele é também inteligente. Desenvolve várias outros inventos", confidencia.

O agricultor Hipólito Ferraz afirma que a economia de tempo é muito maior quando usa o rodo-vassoura. "Ele é mais leve e, por isso, cansa menos", avalia. Na fazenda do pai de Ferraz, são utilizados cerca de cinco rodos para secar 200 sacas de café anualmente. Mas nem tudo é facilidade. Fabricar o rodo-vassoura em escala que atenda aos muitos interessados fica quase impossível. "Não tenho recursos para aumentar a produção e na região não existem torneiros que possam fabricar", diz Walter que conta apenas com a ajuda do filho para fabricar a ferramenta.

Ele disse que chegou a procurar os bancos locais, mas que programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por exemplo, não conseguem atendê-lo. A fabricação dos rodos tem sido compensadora. Já é a principal fonte de renda da família, tendo superado a renda proporcionada pelo o café.

Apesar de significar uma grande facilidade para os cafeicultores, o avanço do comércio do rodo encontrou resistências entre os agricultores. "Enquanto não passei a dar um ano de garantia, eles não deixaram de desconfiar. Mas depois da garantia, as vendas foram um sucesso.

Cerca de 20 municípios da Zona da Mata são compradores assíduos, e o comércio só arrefece em épocas como agora, de entressafra. Conforme Walter, a produção e venda de rodos acompanham a colheita do café, que vai de janeiro a setembro porque ele não possui capital de giro para tocar a produção nos outros meses do ano.

Desde que foi criado o prêmio Emater de Criatividade Rural, em 2005, o número de invenções inscritas não parou de crescer. Aumentou 400% numa demonstração de que os produtores rurais procuram, a seu modo, dar soluções para os desafios da produção. "Em 2005, foram 43, no ano seguinte, 120, no ano passado, 138, e neste, 160", afirma o coordenador do evento e de culturas da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Waldyr Pascoal Filho.

Com informações do jornal Hoje em Dia/MG, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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André Aprelini
ANDRÉ APRELINI

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/09/2014

Bom dia.



Alguem possui fotos do produto?

Obrigado.
walter roberto pereira
WALTER ROBERTO PEREIRA

DIVINO - MINAS GERAIS - INSUMOS PARA INDÚSTRIA, DISTRIBUIÇÃO E VAREJO

EM 01/08/2013

Olá. Aos interessados em adquirir e obter informações sobre o rodo, entre em contato diretamente com o inventor. Tel: 32-37431496
EMANOEL CHEQUETTO
EMANOEL CHEQUETTO

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 05/06/2012

Eduardo, estou interessado em saber mais sobre este rodo-vassoura. Enviei já alguns e-mail e não obtive a resposta. Se puder via estes post mandar um retorno eu agradeceria.
Eduardo Oliveira Magalhães
EDUARDO OLIVEIRA MAGALHÃES

CARANGOLA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 30/10/2009

Boa tarde,

Sou Eng. Agrônomo e trabalho no escritório da Emater na cidade de Divino, onde mora o sr. Walter, o inventor do "rodo vassoura". O rodo é realmente um excelente produto e funciona muito bem para o manejo do café no terreiro. Para maiores informações entrem em contato conosco no escritório da Emater, o email é: divino@emater.mg.gov.br.

Teremos prazer em atendê-los com as informações solicitadas.
Sergio soares da silva
SERGIO SOARES DA SILVA

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/10/2009

Como cafeicultor tenho interesse tb em conhecer esse produto. Gostaria de receber fotos e endereço para poder fazer o pedido, pois aqui no meu estado com certeza não irei encontrar.
ANTONIO CAMILO GUIMARAES DE OLIVEIRA
ANTONIO CAMILO GUIMARAES DE OLIVEIRA

ITABIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/10/2009

Novidades que auxiliam o cafeicultor é sempre bem-vinda. Ficou faltando como e onde adquirir o produto, como entrar em contato com o fabricante.
Willes Silva
WILLES SILVA

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/10/2009

Gostaria de ver pelo menos uma foto ou uma explicação como funciona este rodo. Como a secagem do café é muito onerosa, precisamos enxugar custo de qualquer maneira se quiser sobrevier com a atual cafeicultura.

Obrigado.
joão césar otoni de matos
JOÃO CÉSAR OTONI DE MATOS

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 26/10/2009

Tenho interesse em conhecer melhor esse produto, inclusive para adquiri-lo. Minha propriedade fica em Santa Margarida, cidade próxima a Manhuaçu. Esse rodo-vassoura é vendido por lá?