A escalada do preço das matérias-primas (commodities) no mercado internacional já provocou alta da inflação no Brasil e deve pressionar ainda mais os preços nos próximos meses. Na virada de janeiro para fevereiro, os produtores de alimentos industrializados e artigos de higiene pessoal e limpeza doméstica - que usam de açúcar a petróleo em suas fórmulas - apresentaram novas tabelas de preços aos supermercados.
No caso do café em pó, a Sara Lee reajustou em 15% o preço do café Pilão esta semana. Procurada pela reportagem, a Sara Lee disse que a proposta de reajuste não é uma questão da empresa, mas de todo o mercado.
O impacto no bolso do consumidor depende das negociações. Geralmente, os supermercados conseguem descontos sobre os preços de tabela. Mas, este ano, a disputa ficou mais acirrada, pois o consumo está aquecido. Os supermercados trabalham com estoque suficiente apenas para a reposição semanal, e ninguém quer ficar sem produto. "Se você não compra, alguém compra", diz o presidente da Abras.
Além da queda de braço entre indústria e varejo, os aumentos de preço também dependem da disposição do consumidor em aceitar os aumentos. Se o reajuste é exagerado, as vendas caem.
"A reação do consumidor é imediata", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias (Abima), Cláudio Zanão. "Só que os custos pressionam os aumentos. No caso do macarrão, a farinha de trigo representa 70% do custo de produção. "Se essa matéria-prima tem alta, não há como não repassar."
A reportagem é do jornal O Estado de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Sara Lee reajusta em 15% preço do café Pilão
A escalada do preço das matérias-primas (commodities) no mercado internacional já provocou alta da inflação no Brasil e deve pressionar ainda mais os preços nos próximos meses. No caso do café em pó, a Sara Lee reajustou em 15% o preço do café Pilão esta semana.
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