Sara Lee em jogo: consórcio pode ser opção para JBS
A formação de um consórcio com grupos de private equity está entre as alternativas que a brasileira JBS estuda para negociar a compra da norte-americana Sara Lee, com valor estimado em US$ 11 bilhões, disse nesta terça-feira (11) uma fonte próxima da negociação.
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Ao comentar como a JBS financiaria uma transação dessa magnitude, a fonte afirmou que ainda é prematuro para se ter tal resposta, mas destacou que a entrada de parceiros no processo para a aquisição poderia interferir diretamente no montante de recursos que a JBS precisaria levantar.
Nesta semana veio à tona a informação de que grupos de private equity também querem comprar a companhia norte-americana, que atua em diversos países e é uma das líderes no varejo de café torrado e moído no Brasil, com as marcas Café do Ponto e Café Pilão.
Questionada sobre a possibilidade de a JBS integrar um consórcio para compra da Sara Lee, a fonte respondeu: "Isso pode ser uma alternativa, evidentemente que eles (grupos de private equity) têm nos procurado, mas não há nem preferências nem compromissos firmados".
Ainda de acordo com a fonte, a JBS --que não tem comentado oficialmente o assunto-- pode divulgar novidades sobre a negociação nos próximos dias, uma vez que os executivos que estiveram nos Estados Unidos para discutir temas ligados à Sara Lee, entre outros assuntos, estão retornando ao Brasil a partir de quarta-feira.
O interesse da JBS está nos negócios de carnes e também de café da Sara Lee, revelou a fonte, lembrando que as marcas e a estrutura de distribuição da norte-americana também se encaixariam perfeitamente na estratégica do grupo brasileiro.
A fonte salientou que, do ponto de vista estratégico, a Sara Lee pode ajudar a JBS a dar passos mais largos em áreas que têm sido bastante trabalhadas pela companhia atualmente: marketing, para agregar valor aos produtos, e logística, para melhorar as margens do negócio.
Empecilhos
Além do valor da Sara Lee, considerado muito alto pela JBS no fim de 2010, há outras questões que dificultam o negócio, disse a fonte.
Questões tributárias, que eventualmente poderiam interferir no interesse de venda da Sara Lee --se ela for vendida inteira ou em fatias--, também estão sendo consideradas, mas a fonte não tinha detalhes sobre esse assunto.
Apenas lembrou que esse tema pode não ser fundamental, pois algumas divisões da Sara Lee já vinham sendo vendidas, como a área de panificação da América do Norte, vendida para a mexicana Bimbo em novembro.
A reportagem é do jornal Folha S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.
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a dívida deles é enorme
até quando o bnds vai enviar dinheiro nessa cia