Sara Lee adquire Café Damasco e lidera mercado

A norte-americana Sara Lee Corp. anunciou nesta segunda-feira (29) a compra dos negócios de café da empresa Damasco no Brasil. O valor da aquisição é estimado em US$ 60 milhões, correspondente às vendas da Damasco em 2009. "A aquisição da Café Damasco vai criar uma boa base para a Sara Lee no território brasileiro, dada a forte posição de mercado da Damasco e a rede de distribuição na região sul", disse Frank van Oers, diretor-executivo da Sara Lee.

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A norte-americana Sara Lee Corp. anunciou nesta segunda-feira (29) a compra dos negócios de café da empresa Damasco no Brasil. O valor da aquisição é estimado em US$ 60 milhões, correspondente às vendas da Damasco em 2009.

A Sara Lee é dona de algumas das principais marcas de café no Brasil, como Café Pilão, Café do Ponto e Caboclo, líderes no varejo em São Paulo e no Rio Janeiro. A companhia norte-americana acrescentou que o negócio deverá ser concluído em 30 de novembro e dependerá da aprovação de orgãos reguladores brasileiros, já que ela já é líder em processamento no país.

A Café Damasco é líder de mercado no Paraná, com as marcas Maracanã (PR), Negresco (PR), e a sétima maior indústria de café do Brasil dentre as associadas à Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). A compra envolve, ainda, as marcas Pacheco (RS), América (BA) e Palheta (RS), bem como as fábricas de Curitiba e de Salvador.

"A aquisição da Café Damasco vai criar uma boa base para a Sara Lee no território brasileiro, dada a forte posição de mercado da Damasco e a rede de distribuição na região sul", disse Frank van Oers, diretor-executivo da Sara Lee.

Ele disse ainda que a transação também promoverá sinergias nas operações de São Paulo, além de melhorar a posição competitiva da empresa no nordeste graças às excelentes instalações da Damasco na região. "Com as nossas atuais marcas, nós já temos uma posição de mercado relevante em São Paulo e no Rio de Janeiro, os quais equivalem a praticamente metade do mercado de café brasileiro", acrescentou o executivo em comunicado.

A venda do Café Damasco simboliza a dificuldade que as indústrias familiares enfrentam diante das grandes. No ano passado, as dez maiores empresas ligadas à Abic dividiram o processamento de 9,1 milhões de sacas. Outras 3,9 milhões foram compartilhadas por outras 375 empresas de pequeno porte. As 5 milhões de sacas que somam as 18,4 milhões consumidas no Brasil foram divididas por não associadas da Abic.

"Esse é um processo que já ocorreu no mundo. Acredito que o próximo movimento será de fusões e negócios entre as empresas menores", afirma Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic.

Confira quem são as maiores processadoras de café no Brasil:

1- SP Sara Lee Cafés do Brasil
2- CE Santa Clara Ind. e Comércio de Alimentos
3- SP Melitta do Brasil Indústria e Comércio
4- SE Indústrias Alimentícias Maratá
5- SP Cia. Cacique de Café Solúvel
6- SP Mitsui Alimentos
7- PR Café Damasco
8- MG Café Bom Dia
9- PB São Braz S/A Indústria e Comércio de Alimentos
10- MA Produtos Alimentícios Ribamar Cunha
*Inclui somente as empresas associadas à Abic

As informações são dos jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/12/2010

Para nós produtores não seria interesante pois cria um monopólio dentro da cadeia do café,que já está bastante monopolizado,em todos os apectos.
José Eleutério Alves Neto
JOSÉ ELEUTÉRIO ALVES NETO

SINOP - MATO GROSSO - INDÚSTRIA DE CAFÉ

EM 30/11/2010

O 1º Compra, com medo de ser ultrapassado pelo que vem a seguir em 2º.
O 2º estava próximo demais.
Assim também foi com o Friboi com relação ao Bertim por causa da proximidade do Marfrig.