São Paulo começa a investir no café robusta

Com maior rentabilidade, o robusta começa a ganhar espaço em São Paulo, onde as pesquisas para implantação do grão vêm tomando força. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) já começou a testar o plantio nas cidades de Garça, Campinas, Mococa, Adamantina, regiões onde prevalece o clima mais quente. Segundo o pesquisador do IAC, Júlio César Mistro, as variedades de robusta só devem ser plantadas comercialmente em dez anos. "Começamos a fazer os estudos em campos experimentais a partir de 1999", informou.

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Com maior rentabilidade, o robusta começa a ganhar espaço em São Paulo, onde as pesquisas para implantação do grão vêm tomando força. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) já começou a testar o plantio nas cidades de Garça, Campinas, Mococa, Adamantina, regiões onde prevalece o clima mais quente.

Segundo o pesquisador do IAC, Júlio César Mistro, as variedades de robusta só devem ser plantadas comercialmente em dez anos. "Começamos a fazer os estudos em campos experimentais a partir de 1999", informou.

Segundo reportagem do Valor Econômico, o investimento em robusta começou a despertar interesse nos tradicionais produtores de arábica nos últimos meses devido à rentabilidade. Os preços médios de café arábica no mercado interno giram em torno de R$ 240 a R$ 250 a saca, com um custo de produção médio de R$ 190. O robusta está cotado a R$ 205, com um custo em torno de R$ 100 a R$ 130.

Para analistas ouvidos pela reportagem, o Brasil não deverá mudar o mix de produção de arábica para o robusta, mas dará maior atenção ao grão. O café robusta é conhecido no mercado por ser um grão menos nobre que o arábica. E por isso mesmo tradicionais cafeicultores eram, até então, avessos ao plantio dessa variedade, utilizada em larga escala pelas indústrias de café solúvel.

Apesar da qualidade inferior ao arábica, o tipo robusta tem conseguido altos ganhos de produtividade. E a única barreira para a expansão desse tipo de grão no Sul de Minas, tradicional reduto de café arábica do país, não é o preconceito dos cafeicultores da região, mas o clima. "O Sul de Minas é uma região mais fria, o que impede o desenvolvimento do robusta lá", afirma Mistro. As informações são do Valor Econômico.
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