
Fonte: CONAB/CATI/IEA
A área total somou 175.781 hectares, enquanto aquela em formação, portanto, sem produção alcançou os 8.634 hectares. Considerando apenas a área em produção, a produtividade das lavouras paulistas deverá alcançar a média de 20,49 sc/ha.
Tais resultados refletem a já esperada diminuição na produção decorrente da bienalidade natural da lavoura.
A recente escalada das cotações do produto deverá contribuir na reversão da longa tendência de redução de área cultivada no Estado, em que a cafeicultura tem cedido áreas para outras atividades agropecuárias. Todavia, a quantidade de talhões erradicados não promoveu diminuição expressiva no parque cafeeiro que ainda conta com uma população de 490,646 milhões de covas. A relativa estabilidade do parque cafeeiro é resultado da implantação de novos estandes com maior número de plantas, pois enquanto na área em formação a densidade se aproxima das 3.500cv/ha, a média de estande da área em produção não alcança as 2.800cv/ha.
À época do levantamento o estoque ainda não comercializado depositado nas próprias propriedades, cooperativas e armazéns ainda carregava 1,7 milhões de sacas de café beneficiado. Tal quantidade de produto encontra-se na iminência de não conferir segurança ao abastecimento durante a entressafra e essa é uma das razões para a escalada dos preços, pois idêntica situação ocorre nos demais estados produtores da bebida.
As informações são do IEA, adaptadas pela Equipe CaféPoint.