Safra de arábica deve se recuperar e de robusta, ter nova queda

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o clima no primeiro semestre de 2016 pode continuar favorável ao desenvolvimento da safra de arábica, mas prejudicial ao robusta.

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Da redação

No último dia 30 o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontou suas perspectivas para a produção deste ano. “Ainda sob influência do El Niño, o clima no primeiro semestre de 2016 pode continuar favorável ao desenvolvimento da safra 2016/2017 de arábica, mas prejudicial ao robusta”, afirmou a instituição em Alerta de Mercado. Outro fator que deve influenciar o volume de arábica no país são os estoques da variedade que, segundo o Cepea, devem seguir em patamares reduzidos, o que pode sustentar os preços ao longo do ano. O robusta, por sua vez, deve seguir valorizado, visto que a safra tende a ter nova redução.

Por enquanto, o Cepea avalia que o clima tem favorecido a abertura das flores nas lavouras de arábica e também a granação. Com isso, a maioria dos produtores tem realizado os tratos culturais recomendados. Com esse cenário e considerando-se que a próxima temporada será de bienalidade positiva, colaboradores do Cepea indicam que caso as condições climáticas sigam favoráveis a produção de arábica pode superar a da atual temporada, tanto em qualidade como em volume.

Já o robusta, o conilon, tem sido prejudicado pelo El Niño. Conforme pondera o Cepea, no Espírito Santo, a quantidade de chuva está reduzida, especialmente no segundo semestre de 2015. “Assim, apesar de as floradas nas lavouras capixabas terem sido uniformes e volumosas, a forte estiagem e as altas temperaturas têm prejudicado fortemente o desenvolvimento da safra. A seca também está atrapalhando os tratos culturais e as expectativas iniciais são de que a safra 2016/2017 não seja boa”, indica. O alerta indica, ainda, que segundo a Somar meteorologia, o enfraquecimento do El Niño no Brasil só deve ocorrer a partir de junho, com a chegada do inverno. Para as regiões produtoras de arábica, apesar de favorecer o desenvolvimento da safra 2016/2017, o excesso de umidade pode prejudicar a colheita, tradicionalmente iniciada em no final do primeiro semestre.
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Equipe CaféPoint

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