Safra 2016 de café é prevista em 50,2 milhões de sacas pelo IBGE

O aumento na estimativa em relação a fevereiro foi puxado pela Bahia, que teve sua previsão de produção elevada em 15,5%, devendo alcançar 134.786 toneladas, ou 2,2 milhões de sacas de 60 kg.

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Da redação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou sua estimativa e apontou, em balanço de março, que a produção de café do país deve ser de 3.011.601 toneladas, ou 50,2 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,9% frente ao mês anterior. Dentro deste total, a estimativa de produção do café arábica aumentou 0,7% frente a fevereiro, devendo chegar a 2.351.550 toneladas, ou 39,2 milhões de sacas de 60 kg.

Foto ilustrativa: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto ilustrativa: Guilherme Gomes/ Café Editora

O destaque desta vez, enfatiza o IBGE, ficou com a Bahia, que teve sua estimativa de produção elevada em 15,5%, devendo alcançar 134.786 toneladas, ou 2,2 milhões de sacas de 60 kg. O rendimento médio foi revisto pelo Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA/BA), tendo aumentado 15,1% frente ao mês anterior, em função do clima mais chuvoso e maiores investimentos nas lavouras. O Estado é o 4º maior produtor de arábica do país, participando com 5,7% do total a ser colhido.

Arábica
Frente à produção calculada pelo IBGE em 2015, o aumento do atual ciclo vem, principalmente, da espécie arábica, cuja produção deve alcançar 2.351.550 toneladas, aumento de 18,1% frente ao ano anterior. O rendimento médio esperado da espécie deve crescer 15,4%, refletindo a ocorrência de maiores quantidades de chuvas nos principais municípios produtores da região Sudeste. Minas Gerais, maior produtor desse tipo de café do país com participação de 68,3% no total nacional aguarda crescimento de 21,3% na produção frente a 2015, enquanto que São Paulo e Espírito Santo aguardam crescimento de 19,8% e 20,9%, respectivamente.

Conilon
A estimativa da produção do conilon aumentou 1,8% em março frente ao mês anterior, devendo alcançar 660.051 toneladas, ou 11 milhões de sacas de 60 kg. O rendimento médio e a área a ser colhida aumentaram 1,2% e 0,6%, respectivamente. O GCEA da Bahia, segundo maior produtor deste tipo de café do país, com participação de 13,5% no total nacional, aumentou em 16,9% sua estimativa de produção, devendo alcançar 89.217 toneladas, ou 1,5 milhões de sacas de 60 kg.

O Espírito Santo, principal produtor desse tipo de café, com participação de 68,9% do total a ser produzido pelo país, manteve os dados do mês anterior. O Estado, que nos últimos dois anos vêm enfrentando estiagens nos principais municípios produtores, aguarda uma produção de 454.988 toneladas, ou 7,6 milhões de sacas de 60 kg.

Para o conilon, a estimativa da produção em 2016 representa um aumento de 0,8% frente ao ano anterior. No Espírito Santo, a estimativa do IBGE é incremento de 1,1% frente ao ano anterior, com crescimento de 6,1% no rendimento médio. “Contudo, apesar desses dados um pouco mais otimistas, os principais municípios produtores ainda enfrentam problemas com o clima, principalmente a falta de chuvas, que tem influenciado negativamente na floração, fixação dos chumbinhos e enchimento dos grãos”, pondera o texto divulgado pelo IBGE no último dia 7 de abril.
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Equipe CaféPoint

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