Safra 08/09 perto de 38 milhões, diz modelo matemático
Eu trabalho já algum tempo com previsão de safra e desenvolvi, juntamente com meu orientador Dr. Marcelo Bento Paes de Camargo (IAC-Climatologia Agrícola) um modelo matemático de previsão de safra. E, segundo o modelo, o Brasil não tem a capacidade de produzir, nesta safra 08/09, a magnífica quantidade de 48 milhões de sacas. Pois já há uma perda em relação ao déficit hídrico e as altas temperaturas na ordem de 17%. Portanto, acho bem aceitável que o Brasil deva colher por volta dos 38 milhões de sacas de café arábica no ano de 2008.
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Marco Antônio dos Santos
Eu trabalho já algum tempo com previsão de safra e desenvolvi, juntamente com meu orientador Dr. Marcelo Bento Paes de Camargo (IAC-Climatologia Agrícola) um modelo matemático de previsão de safra. E quando o estávamos desenvolvendo tive inúmeros, para não falar centenas de milhares de problemas, pois necessitávamos de dados oficiais de produtividade e área de café para parametrizar e validar o modelo, e os dados da CONAB/IBGE/IEA nunca batiam.
Se formos analisar as 5 previsões que a CONAB faz ao longo da safra, iremos perceber que não há lógica estatística. Entretanto, para terminar meu mestrado fui buscar dados no local onde são feitos os tais levantamentos, Cooperativas e Casas de Agricultura. Só desta maneira consegui validar o modelo, na qual nos propusemos a fazer.
E, segundo o modelo, o Brasil não tem a capacidade de produzir, nesta safra 08/09, a magnífica quantidade de 48 milhões de sacas. Pois já há uma perda em relação ao déficit hídrico e as altas temperaturas na ordem de 17%. Portanto, acho bem aceitável que o Brasil deva colher por volta dos 38 milhões de sacas de café arábica no ano de 2008.
Acesse a carta aqui.
Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint
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RONDÔNIA
EM 18/12/2007

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 14/12/2007
Aqui em casa o meu sogro trabalha com café a mais de 60 anos e quando o IBC existia estava sempre aqui realizando pesquisas, pois daqui produziram-se cafés especias que eram embarcados diretos para Alemanha com a marca PIO I e PIO II e vocês sabem que no mundo a sempre o esperto que gosta de dar tombo. Então, por falta da honestidade de um corretor na época desistiu-se de exportar, já que nem relógio trabalha de graça.
O que quero dizer é que o IBC era um orgão de respeito, pois os seus funcionários vinham fazer as visitas e realmente tinham um grande conhecimento. Daqui, por intermédio deles, saiu uma grande quantidade de sementes que estão espalhadas nos cafezais das regiões mineira, carioca e outras. Estas sementes eram negociadas e o meu sogro as trocava por adubo. Eu estou trabalhando com café desde de 1997, sou técnico agropecuário e aprendi muito com o Sr. PIO - que é o meu sogro.
Hoje, conversando sobre previsão, ele comentou que depois da extinção do IBC nunca mais um órgão oficial do governo passou aqui para fazer qualquer previsão de safra. Faço a seguinte pergunta: As pesquisas são feitas sempre nas mesmas propriedades? Por que se você for olhar as lavouras irrigadas estas darão café, e quem não conseguiu irrigar?
Outro dia vi uma entrevista do engenheiro agrônomo Armando Matielli, na qual ele foi perguntado de quanto seria a safra brasileira e ele, como uma pessoa sábia, respondeu o seguinte: Não vou dizer um número por respeito a amigos que estão no campo fazendo pesquisa, mas a safra não chegará a 40 milhões de sacas e ele fez uma ressalva pedindo para que a pesquisa seja feita de região por região, pois o cerrado mineiro terá uma quebra de até 50% e já a divisa com São Paulo - Bahia, a queda será menor.
Concordo com ele, porque se olharmos onde houve uma chuva mais uniforme a safra será maior, mas por outro lado onde não se consegue irrigar a perda é bem maior e a falta da chuva com certeza levou uma grande quantidade de cafezais a abortarem as floradas.
Aqui onde moro estou com uma altitude entre 400 a 850 metros e produzimos o arábica e o conilon. Onde consigo irrigar a safra vai ser boa, mas um amigo meu, mesmo com uma adubação feita com base nas análises, teve em seus cafezais uma desfolha por causa da falta de chuva. E, realmente, café sem folha não segura muito não.
Eu espero que as pessoas que estão nos campos colhendo as informações passem realmente o que elas estão vendo, pois aqui eu tenho exemplo de onde consegui molhar a lavoura, a mesma está enfolhada, bem nutrida e se tudo correr de acordo, teremos uma boa safra. No entanto, onde não consegui irrigar a produção está lá embaixo, por isso é que o Matielli pede para que seja feito o levantamento por região.

AIMORÉS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE
EM 14/12/2007
Com todo o respeito a você e com o máximo de polidez possível pois o caso é muito complicado, vamos refazer este Modelo, aprimorando-o, a não ser que você tenha a variável climática de janeiro e fevereiro de 2008 inserida neste Modelo e possa computar aí uma perda de 10 a 12 milhões de sacas devido a seca do inicio de 2008 (que ainda não aconteceu, mas pode acontecer).