Rossi definirá políticas a serem adotadas para o setor
Produtores apresentam propostas, nesta quinta-feira (13), ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, que se reuniu com representantes de toda a cadeia produtiva. Os pedidos foram por liberação de recursos para estocagem e implementação de uma política de renda para o produtor. O ministro ficou de marcar uma nova reunião para começar a definir as políticas que serão adotadas.
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O texto foi elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC) e Frente Parlamentar do Café. "O ministro ouviu nossas reivindicações e ficou de marcar uma nova reunião para começar a definir as políticas que serão adotadas", disse o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita.
Os pedidos foram por liberação de recursos para estocagem e implementação de uma política de renda para o produtor. Pela proposta relativa à estocagem, Mesquita defende a liberação imediata de uma linha de crédito, com recursos vindos principalmente do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para financiar a pré-comercialização, tendo como base 100% do preço mínimo de garantia. "Desta forma se criaria uma espécie de seguro contra a queda dos preços dos produtos financiados, para que os bancos tenham a certeza de que o empréstimo vai ser pago, pois os produtores receberiam um valor pré-fixado do governo quando o preço de mercado estiver em níveis abaixo do liberado", enfatiza Mesquita. O outro ponto da proposta trata da adoção de instrumentos de garantia de renda ao produtor. "O importante é assegurar ao produtor uma receita acima dos custos de produção", frisou.
A CNA estimou que, se aceita, essa proposta beneficiará 20 milhões de sacas de café e facilitará a liberação de financiamentos na ordem de R$ 5 bilhões, recursos que já estão disponíveis no sistema financeiro.
Wagner Rossi, disse ontem (13) que o governo vai liberar R$ 522 milhões para financiar a colheita de café da safra 2009/10. O dinheiro é parte do orçamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para 2010, já aprovado pelo governo. Rossi disse que a "cafeicultura brasileira precisa aproveitar as oportunidades colocadas diante da atual situação do mercado internacional". Atualmente, explicou, os estoques mundiais de café são baixos, resultado da queda na safra dos principais países produtores. Além disso, há demanda pelo café nacional usado nos chamados "blends".
O ministro pediu, que as propostas apresentadas não sejam "mirabolantes" e que "não tenham significado". Sabendo da histórica divisão da cadeia produtiva do café, Rossi disse na reunião, segundo interlocutores, que vai "arbitrar" as relações na tentativa de criar um consenso entre produtores, indústria e exportadores. No entanto, ele não sinalizou, com medidas concretas ainda.
De acordo com o deputado Carlos Melles (DEM-MG) também foi reapresentado a conversão da dívida da cafeicultura em produto. Na reunião, a indústria pediu tratamento "igualitário", ou seja, ela quer que o mesmo apoio dado pelo governo aos cafeicultores seja estendido para os demais setores da cafeicultura. A indústria pleiteia recursos para estocagem. Rossi disse que o governo sabe das dificuldades enfrentadas pelo setor cafeeiro, mas reafirmou que não é possível resolver todos os problemas "num passe de mágica". Ele disse que as reuniões do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) serão bimestrais.
As informações são da CNA e do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 15/05/2010
Estou torcendo para que sua proposta de retenção seja aceita. Sem dúvida alguma esta proposta representa o que há de melhor no momento, visto que o mercado se encontra no seu nivel mais baixo de estoques.
Esse minístro tá de brincadeira quando afirma que precisamos aproveitar o momento e depois fala em liberar apenas 522milhões e ainda, do funcafé. Ele tem é que ter corragem e respaldo suficiente para enfrentar os outros ministérios, se não será apenas mais um ministro, tão ruim quanto o que saiu.