Rondônia: colheita de café perto do final

A colheita de café do grupo robusta, como o conilon, teve início em maio e vai até o final de julho no estado de Rondônia. Nesta safra deve haver uma redução na produção de café no Estado.

Publicado por: CaféPoint

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A colheita do café conilon em Rondônia está chegando ao fim. O Estado é o segundo maior produtor da variedade robusta no Brasil e o maior da região norte. O cultivo do café tem importância econômica para mais de 40 mil famílias de pequenos produtores rurais de Rondônia.

Este ano, segundo salienta o supervisor do Campo Experimental da Embrapa Rondônia em Ouro Preto d'Oeste, João Maria Diocleciano, ocorreu um atraso na colheita do café na região central do estado devido ao período chuvoso ter sido mais intenso, retardando a maturação do grão.

A fase da colheita deve acontecer quando 80% dos frutos estiverem maduros. O café colhido verde perde na qualidade da bebida e no rendimento e o produtor obtém preço menor na venda da saca. Além disso, a colheita de frutos verdes ocasiona maior desgaste da planta e provoca um elevado arranque das folhas e galhos, pois estes apresentam maior resistência para serem derriçados.

O principal problema do café Robusta no amadurecimento é o ataque da broca-do-café. Isto se dá pelo fato da colheita ocorrer tardiamente. As perdas pós-colheita começam quando o produtor facilita a proliferação dessa broca, um inseto de origem africana que ataca os frutos em todos os seus estágios, principalmente frutos maduros e secos. Deixar grãos nas plantas durante a colheita, ou seja, uma colheita mal feita, significa garantir a presença desta terrível praga para a próxima safra.

A Embrapa Rondônia desenvolve pesquisa visando o controle biológico da broca-do-café. Dentro de alguns anos espera-se a disponibilização de novas tecnologias para o controle desta praga no estado de Rondônia.

A colheita de café do grupo robusta, como o conilon, teve inicio em maio e vai até o final de julho no estado de Rondônia. Nesta safra deve haver uma redução na produção de café no Estado. Isto se deve, principalmente, ao período de estiagem que ocorreu no ano passado e ao baixo investimento feito pelos produtores em anos anteriores.

De acordo com levantamento da Conab, Rondônia deverá colher nesta safra, um pouco menos que no ano passado, cerca de 1,7 milhões de sacas, em uma área de 166.330 ha, com produtividade média de 10,5 sacas beneficiadas / ha, sendo que a média brasileira é de 15 sacas. No entanto, técnicos e empresários do setor no Estado estimam uma perda mais significativa.

Os preços pagos atualmente na região central do Estado variam de R$ 120,00 a R$ 140,00 por saca de 60 kg, o que tem estimulado tanto produtores de café como também especuladores, que só plantam café quando o preço é animador, não só em Rondônia, mas em todo o país.

Isso pode proporcionar aumento significativo de produção para as próximas safras, com redução do preço pago ao produtor, prejudicando principalmente os cafeicultores com mais tempo na atividade e que vêm enfrentando alternância de preço do produto ao longo de décadas.

Nos anos de preços mais baixos, os especuladores migram para outras culturas ou até mesmo a pecuária, o que explica, em parte, o baixo investimento em tecnologia na cultura do café e a má qualidade do produto no Estado.

As informações são do Banco de Notícias da Embrapa.
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