Robusta sobe com menor oferta e maior demanda

Os preços do café robusta estão reagindo no mercado brasileiro. O impulso vem da menor oferta de outros países produtores da variedade e da maior demanda por parte de algumas torrefadoras, que estão desabastecidas. Assim, após um longo<br>período de preços baixos, produtores de robusta estão otimistas com o atual cenário.

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Os preços do café robusta estão reagindo no mercado brasileiro. O impulso vem da menor oferta de outros países produtores da variedade e da maior demanda por parte de algumas torrefadoras, que estão desabastecidas. Assim, após um longo
período de preços baixos, produtores de robusta estão otimistas com o atual cenário.

O robusta tipo 6 peneira 13 acima negociado no Espírito Santo fechou janeiro a R$
212,15/saca de 60 kg, maior valor desde março de 2009. Segundo colaboradores do Cepea, após a reação nos preços da variedade, o volume de vendas aumentou,
apesar de ainda não ser considerado agitado. Isso porque, apesar de os preços estarem maiores, produtores acreditam em novas altas, fundamentados na oferta que, neste período, já não é tão elevada. Dessa forma, o volume negociado deste grão deve aumentar apenas em caso de novas altas nas cotações.

Mercado externo

Quanto ao mercado externo, a safra 2010/11 do Vietnã, maior produtor mundial de robusta, deve ser reduzida. O motivo seria o tempo seco durante o crescimento do café, que resultou em grãos menores para esta temporada. Além disso, a colheita e a secagem foram dificultadas pelas chuvas de novembro a dezembro - as precipitações prejudicaram a qualidade, que ficou abaixo do padrão internacional. Em Uganda, maior produtor de robusta da África, a produtividade local ficou abaixo das expectativas, segundo notícias da Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA). Com a menor produção, as exportações locais recuaram 1,8% entre outubro e dezembro/10, quando comparado ao mesmo período do anoanterior. Segundo a UCDA, a tendência é de que o país continue apresentando problemas com a produtividade, devido ao clima adverso e ao aparecimento de pragas. Além disso, algumas áreas produtoras de café em Uganda estão sendo destruídas pela urbanização.

As informações são do Cepea, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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josé sebastião machado silveira
JOSÉ SEBASTIÃO MACHADO SILVEIRA

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/02/2011

É BOM RECORDAR E FICAR ATENTO AOS COMENTÁRIOS DE ALGUNS ANALISTAS DE MERCADO.
"Robusta: preços podem iniciar queda em três meses

Com a previsão de safra cheia na Colômbia, na América Central e no Vietnã, o produtor brasileiro de café robusta (conillon) deve olhar para a entressafra com cautela e aproveitar as boas cotações do momento. Para Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, o cafeicultor corre o risco de investir na retenção do produto, apostando em preços mais atrativos, e comprometer sua rentabilidade. A comercialização deve ser escalonada, mas a dimensão da expectativa não pode afetar a possibilidade de fechar bons negócios agora, afirma.

De acordo com Barabach, em função da carência de café de qualidade no mercado externo, as cotações internacionais têm sustentado os preços no Brasil. No curto prazo, os preços devem seguir firmes, mas em três ou quatro meses isso pode mudar.

Segundo Natan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de café (Abic), a indústria tem pago hoje, tanto para o conillon quanto para o arábica, R$ 40 a mais por saca, ou 20% a mais do que pagava há 60 dias. Não tenho a informação de que o produtor esteja segurando o produto. Quando a indústria paga, o café aparece, afirma. É incerto que ocorra mais elevação nos valores do café. Como os preços já subiram, é normal que o produtor conte sempre com alguma cotação a mais, diz."
Helio Luiz Covre
HELIO LUIZ COVRE

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/02/2011

Conheço muito bem a realidade dos produtores de café robusta aqui do Espírito Santo. A verdade é que está subindo simplesmente pela falta de oferta. Os produtores dessa variedade vêm passando por dificuldades financeiras devido a queda dos preços nos dois últimos anos, além de problemas climáticos, dificuldades em dar os tratos adequados nas lavouras, que em grande parte são velhas e pouco produtivas. A grande maioria dos produtores não possuem mais nenhuma saca de café em estoque.