Robusta: preços podem iniciar queda em três meses

Com a previsão de safra cheia na Colômbia, na América Central e no Vietnã, o produtor brasileiro de café robusta (conillon) deve olhar para a entressafra com cautela e aproveitar as boas cotações do momento. Para Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, o cafeicultor corre o risco de investir na retenção do produto, apostando em preços mais atrativos, e comprometer sua rentabilidade. A comercialização deve ser escalonada, mas a dimensão da expectativa não pode afetar a possibilidade de fechar bons negócios agora, afirma.

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Com a previsão de safra cheia na Colômbia, na América Central e no Vietnã, o produtor brasileiro de café robusta (conillon) deve olhar para a entressafra com cautela e aproveitar as boas cotações do momento. Para Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, o cafeicultor corre o risco de investir na retenção do produto, apostando em preços mais atrativos, e comprometer sua rentabilidade. A comercialização deve ser escalonada, mas a dimensão da expectativa não pode afetar a possibilidade de fechar bons negócios agora, afirma.

De acordo com Barabach, em função da carência de café de qualidade no mercado externo, as cotações internacionais têm sustentado os preços no Brasil. No curto prazo, os preços devem seguir firmes, mas em três ou quatro meses isso pode mudar.

Segundo Natan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de café (Abic), a indústria tem pago hoje, tanto para o conillon quanto para o arábica, R$ 40 a mais por saca, ou 20% a mais do que pagava há 60 dias. Não tenho a informação de que o produtor esteja segurando o produto. Quando a indústria paga, o café aparece, afirma. É incerto que ocorra mais elevação nos valores do café. Como os preços já subiram, é normal que o produtor conte sempre com alguma cotação a mais, diz.

Levantamento do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) mostra que as negociações do produto, diferentemente de anos anteriores, tem caminhado de junho até agora a passos muito lentos. As cotações do café robusta vem registrando alta pelo segundo mês consecutivo, ainda segundo o Cepea.

Os cafeicultores estariam ofertando lotes pequenos apenas para custear o beneficiamento do grão, já que esperam patamares de preços acima de R$ 170 por saca de 60 quilos, para o robusta tipo 6 e R$ 165 para o tipo 7 e 8. Com um efeito cruzado do arábica, se o preço aumentar, o ritmo de vendas pode ganhar força, afirma Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea.

Por outro lado, segundo Fernanda Geraldini Gomes, pesquisadora do Cepea, o volume produzido de café robusta no Espírito Santo na temporada 2010/2011, que pode atingir 8,1 milhões de sacas, já estaria com 30% da safra comercializada.

Para Boteon, à medida que avança a temporada, se a venda não é feita, o caixa pode ficar restrito. Por isso, o cafeicultor deve vender uma parcela da produção para honrar seus compromissos.

No fim deste ano e início de 2011 começam a entrar o volume de ofertas de café do Vietnã, maior produtor mundial e exportador do tipo robusta. Além do grão da Colômbia e da América Central, comenta o analista, lembrando que as cotações do produto ficaram acima de R$ 200, por quase todo o ano de 2008, quando houve quebra de produção do grão no Vietnã.

A reportagem é de Alécia Pontes, para o DCI, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.

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Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 05/09/2010

Discordo com senhor Renato H.Fernandes,que foi autor da carta destaque sobre o titulo "ROBUSTA ;preços podem iniciar queda em três meses".Em primeiro lugar quero dizer que todas as nóticias relacionadas com o titulo produção de café que eu estou acompanhando ,quer nos cenários mundial ou nacional é de queda na produção devido principalmente ao fator chamado "CLIMA.Pergunto como vai haver aumento na safra de robusta?Quero dizer também que não foi so as noticia que tenho acompanhado,eu vou citar o meu exemplo como base,eu tenho uma lavoura que é irrigada,não com pivor central como acontece nas lavouras de conilon do sul da Bahia e algumas outras regiões produtoras,minha lavoura é formadas por clones do café conhecido como G35 e uma outra parte do chamado conilon Vitória,para quem não sabe estes são as variedade que mais produz aqui no Estado do Espirito Santo segundos os tecnicos do Incaper.O ano passado eu precisei de 5 balaios de 60 litros para apurar 01saco de café pilado,este ano eu precisei de 8 balaios de 60litros para apurar 01 saco de café pilado e teve varios produtores aqui ña minha região que precisou de até 10 balaios para obter um saco de café.Outro assunto relacionado que ele citou foi que os produtores têm que buscar renovar sua lavouras,escalas de produção,irrigação e outros.Quero dizer que nós aqui as maiorias das propriedades têm como base á agricultura familiar ou as propriedade que não se enquadra na agricultura familiar têm os sistema chamados de parceria agrícolas.Para ser fazer uma renovação de lavoura com um sistema de irrigação conforme ele disse requer um investimento muito alto e tempo coisa que eu acho muito distante da nossa realidade,já que nosso créditos nos bancos são muitos limitados,coisas que não acontecem no agronegócios.Outra questão que talvez ele não saiba que aqui na nossa região por sermos pequeno produtores,a maioria dos produtores têm sua terras formadas com lavouras da café que é sua única fonte de renda,pergunto como é que ele o produtor vai arrancar sua lavoura para fazer á renovação já que sua unica fonte de renda é o café? E quem têm meieros também será prejudicados pois como os meieros irão sobreviver?Na minha opinião eu acho que têm que é pagar um preço justo no café e parar com esta onda de especulação que só leva nós os produtores ao fundo do poços já que nós não temos outra coisa a fazer a não ser produzir café.Eu queria aproveitar esta oportunidade para convidar o senhor Renato H Fernandes á fazer uma visita aqui no sul do Estado do Espirito Santo para ele conhecer á nossa realidade.
Renato H. Fernandes
RENATO H. FERNANDES

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 17/08/2010

Prezados,

A queda de preço do conilon, desde meados de 2009, está relacionada com o aumento de sua produção no Brasil, com o aumento da safra mundial de robusta - que derrubou as cotações de Londres - e, principalmente, com dois aspectos relativos à safra mundial de arábica 2009/2010.

A notória e um tanto persistente falta de cafés arábica finos no mercado mundial - por quebras na Colômbia e nos centrais - puxou os seus preços para cima de forma muito intensa. Mas no Brasil, devido ao inverno chuvoso de 2009, também houve pouca produção de cafés finos, o que levou os produtores a tentar estocar a parcela destes que não tinha sido previamente comercializada, visando aproveitar os diferfenciais de preço positivos. Para conseguir isso, eles queimaram os cafés baixos que obtiveram em quantidade maior que a usual. Com arábica baixos disponíveis postos Sul de Minas ou Mogiana a bons preços, os torrefadores deslocaram seus blends para um teor maior de arábica, havendo, portanto, menor demanda por conilon, que também estava bem ofertado. Logo, seus preços caíram.

É mais provável que o restabelecimento colombiano tenha impacto sobre os preços dos cafés finos, principalmente lavados e CDs. Este inverno tem sido bem seco e não há "sobra" de arábicas baixos.

Mas os produtores de conilon devem, sim, estar preocupados com possível sobreoferta. A produção de conilon cresce mais que sua adição nos blends do torrado e moído do mercado interno brasileiro e nossas exportações, tanto de solúvel quanto de conilon verde, se esvaem. Não há algo tão premente quanto dito na matéria acima, mas, principalmente quem tem lavouras antigas (de sementes) e não dispõe de irrigação, tem boas razões para se preocupar, pois já não é competitivo nos níveis atuais de preço. No mínimo, que se fique alerta.

O caminho pra encarar o quadro atual passa por buscar fatores determinantes de competitividade como redução do uso de mão-de-obra, renovação de lavouras, escala de produção, irrigação, qualidade e marketing (o que é também ordenamento de oferta, não só propaganda). Breve escreverei artigo sobre o tema.

Abraços a todos e boa sorte,

Renato
Amúlio Lêntulus Pinto Loureiro
AMÚLIO LÊNTULUS PINTO LOUREIRO

CANAVIEIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/08/2010

Prezado Carlos Alberto de Carvalho Costa,

Concordo com vc, e já diz o ditado popular que, da cabeça de juíz, do bum-bum do bêbê e, do mercado de café, sempre sai surprea.

Sdççs

Amúliio Loureiro
Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/08/2010

Carlos Alberto de Carvalho Costa -Espirito Santo - produtor de conilon

Gostei muito do artigo do Sr. José Sebastião Machado Silveira em resposta à reportagem de Alécia Pontes, sobre o assunto Robusta:preços podem iniciar queda em três meses. Apenas completando o ótimo artigo do Sr. José Sebastião, ninguem tem BOLA DE CRISTAL para definir o futuro, já vi muita gente grande quebrando fazendo especulações erradas na bolsa futura de café. Devemos esperar portanto a terceira previsão da CONAB, que deverá sair agora em setembro, para ai sim tomarmos as nossas decisões, eu creio que, na minha opinião, a safra na temporada 2010/2011 será bastante inferior à 2009/2010 para o conilon no ES, devido a seca e as altas temperaturas de janeiro e fevereiro.
Por outro lado, o que tem a ver previsões de safra cheia na Colômbia que só produz arábica e pelo pouco que eu sei, o Vietnã produzirá menos que o ano passado.
Sr. José Sebastião, gostaria de saber do senhor porque tão poucas pessoas do norte do ES participam desses debates que são tão elucidativos?

Abraços Carlos Alberto
Adelino Junior Thomazini
ADELINO JUNIOR THOMAZINI

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO

EM 11/08/2010

Prezados,

Parabéns à todos os que postaram comentários sobre essa matéria. Está mais que claro que essa é mais uma tentativa de manipulação através da veiculação de informações infundamentadas. Não devemos "crucificar" os meios de comunicação. A culpa está em que gera os dados ou fornece essas informações. Me surpreende ver uma empresa extremamente séria e de grande renome como a Safra&Mercados gerando uma análise como essas. Da ABIC nem vou comentar, pois isso já se tornou uma prática comumente observada.
Para mim, a única maneira de combater essas matérias "plantadas" é o agricultor começar a se comunicar mais e utilizar os meios de comunicação para divulgar a verdadeira situação da cafeicultura. Um outro ponto é cobrar do Governo do Estado do ES uma posição sobre o assunto, pois temos institutos, altarquias e órgãos do governo com grande influência na cadeia do Conilon e com capacidade plena para realizar essas análises de maneira imparcial. Por que não existe um posicionamento dessas entidades? Será que sempre o produtor é quem tem que tomar a iniciativaw

Grande abraço à todos.

ANTONIO PANCIERI NETO
ANTONIO PANCIERI NETO

COLATINA - ESPÍRITO SANTO - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 11/08/2010

Em primeiro lugar, parabenizo a todos aqueles que demonstram sua revolta e indignação com noticias que são uma verdadeira afronta a nossa inteligência, além de corretor ha mais de 12 anos, tambem sou produtor, e concordando com o nosso amigo Robson, que participou do debate, a safra de conilon sofreu uma perca de 25 a 30% em média no Estado, devido a seca ocrrida no final do ano de 2009 e inicio de 2010.
Pois bem, em determinado momento a reportagem se refere ao atual momento como sendo "boa hora para aproveitar as cotações". Boa hora?? só se for boa hora para os compradores que tem sua margem de lucro garantida, os produtores hoje vendem seu café no mesmo preço que vendia a 10 anos atrás, sendo que todas suas despesas, principalmente a mão de obra, subiram astronimcamente.
Só para se ter uma idéia, ha 10 anos o salário minimo brasileiro era R$ 151,00 e vendiamos o café praticamente no preço que estamos vendendo hoje. Não possuimos margem de lucro nenhuma com a cotação vigente, hoje somos abandonados pelo governo e seus representantes que concedem crédito só na teoria, como podemos verificar em relação ao FUNCAFÉ, alguns outros créditos até chegam nas mãos do produtor, mas muitas vezes na hora que não é mais necessário ou em parte, resumindo nos temos um pouco de CRÉDITO cafeeiro e nenhuma POLÍTICA cafeeira, somos reféns de grandes especuladores que nos usam para fazer fortunas, vivemos como índios entregando o ouro aos colonizadores. A reportagem cita que nos ultimos 60 dias o café subiu R$40,00, a ABIC tem total interesse em dizer isso, facilita subir o preço do pó no supermecado, mas não é a verdade na pratica, pelo menos no que diz respeito ao robusta, temos que ter voz na mídia para contestar essas informações que visam interesses próprios e nao a verdade na pratica. Para finalizar, agradeço a equipe da Cafe Point que abre esse espaço para nós para termos a oportunidade para debater assuntos relevantes.
Abraço a todos
josé sebastião machado silveira
JOSÉ SEBASTIÃO MACHADO SILVEIRA

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 10/08/2010

Os analistas da Safras & Mercado e do Cepea são abastecidos de informações de uma mesma fonte no ES, cujos interesses conhecemos. A produção deste anos foi inferior a do ano passado, e para a próxima safra a produção não será muito diferente, podendo até ser inferior, dependento das condições climáticas. Vai faltar conilon apartir de janeiro e os preços devem subir muito já em dezembro.
O preço do café conilon começou a cair apartir de novembro de 2009 com a informação de que haveria uma supersafra. Com isto, algumas empresas detentoras de grandes quantidades de conilon pararam de comprar e começaram a usar seus estoques na expectativa de comprar conilon a 120,00/saca na safra. Entretanto, não contavam que uma grande seca estava para vir, o que frustrou toda aquela expectativa de uma supersafra e de comprar conilon a 120,00/saca. A atual situação é esta, não existem estoques de conilon nestas empresas(grandes consumidoras de conilon) e as quantidades existentes encontram-se nas mãos dos produtores. A sugestão de Gil Barabach para vendermos parceladamente o conilon, nas atuais condições não é bom para o produtor, pois, assim estimularemos a manutenção destes atuais preços. É pagar para ver.
Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/08/2010

Li esta matèria ontem no site do conilon brasil,e hoje no site do cafépoint, Eu como um pequeno produtor de café robusta na cidade de Muqui no Estado do Espirito Santo aonde 90% das propriedades rural têm como base á agricultura familiar. Fiquei muito decepcionado com está notícia. Decepção está que vou relatar.

Em primeiro lugar,quero dizer que não sou nenhum analista de mercado,nenhum diretor executivo e nem um pesquisador do cepea,conforme já mencionei sou um pequeno produtor de café robusta.O que este analista de mercado disse é uma bobagem muito grande, dizer que o produtor têm que aprovieta as boas cotações do momento,pergunto a ele será que ele acompanhou aa cotações dos ultimos DEZ ANOS? Se acompanhou não parece pois falar uma bobagem desta.Pergunto ao Diretor Executivo ,que 20% que estão pagando a mais em relação a dois meses atrás, já que eu vendi café á dois meses atrás por R$155.00 e agora semana passada eu vendi á R$160,00. Pergunto a pesquisadora do cepea da onde que ela tirou este número,já que na minha lavoura que é irrigada a quebra foi de 30%.Na minha opinião eu acho que alguém está faltando com a verdade. Será até quando que os produtores que já são bastante massacrado não só com os juros altos dos bancos mais também pela cadeia produtiva como esta divulgação desta matéria? Está na hora de nós produtores nos libertamos deste setores que só visam lucros especulativos.Porque senão teremos que abandonar está profissão e nos mudarmos para a cidade e comerçarmos a querer bolsa familia bolsa escola vale gás,vale luz e outros beneficios do governo.Já que o capital especulativo que gera bastante emprego no campo e que também apoia a agricultura familiar,não quer que nós continuamos no campo produzindo.