RO: parceria pode garantir preço do café

Em reunião, no dia 22 de abril, o governador João Cahulla, acompanhado do secretário de agricultura, Francisco Evaldo de Lima e do Secretário executivo da Emater, Sorrival de Lima, discutiram com representantes do Banco do Brasil e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), uma saída para amenizar a situação dos cafeicultores. Através de uma parceria entre Seagri, Emater e Banco do Brasil, serão disponibilizados 15 milhões de reais a fim de cobrir a demanda de crédito para custeio da colheita.

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Em reunião, no Palácio do Governo, no dia 22 de abril, o governador João Cahulla, acompanhado do secretário de agricultura, Francisco Evaldo de Lima e do Secretário executivo da Emater, Sorrival de Lima, discutiram com representantes do Banco do Brasil e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), uma saída para amenizar a situação dos cafeicultores. Através de uma parceria entre Seagri, Emater e Banco do Brasil, serão disponibilizados 15 milhões de reais a fim de cobrir a demanda de crédito para custeio da colheita. A Conab estuda proposta para comprar o café do agricultor familiar.

O preço do café sofreu uma queda este ano e para tentar garantir o ganho do agricultor foram discutidas ações que vão desde a valorização do grão, com classificação adequada, dentro dos padrões exigidos pelo mercado até a possibilidade de financiamentos para que o agricultor possa custear a sua colheita.

O superintendente do Banco do Brasil, Reinaldo Kazufumi Yokoyama apresentou a disposição da instituição em contribuir para que o cafeicultor rondoniense possa ganhar fôlego e vender seu café a preço justo. "A maioria dos agricultores que estão em dificuldade não fizeram financiamento através do Pronaf/Café. O financiamento para a colheita lhes dará prazo para ganhar fôlego', diz.

Sorrival de Lima afirma que é preciso realmente apresentar algo que motive o cafeicultor, que seja um diferenciador. Os 15 milhões a serem disponibilizados pelo Banco do Brasil serão oferecidos aos agricultores familiares que já tem a Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP), que possuam área de até quatro módulos fiscais e que não tenham financiado custeio para a cultura do café na atual safra. A proposta é que os agricultores utilizem esse recurso nas despesas da colheita e no apoio à comercialização ao custo de até R$ 422,56 por hectare.

Também presentes na reunião, o superintendente da Conab, Everaldo da Silva Santos e o gerente de operações Rosenberg Alves Pereira disseram que a Conab pretende tomar providências para evitar que os cafeicultores sejam vítimas de terceiros e acabem vendendo seu café a preços muito baixo. Para isso estudam a possibilidade de comprar a produção, mas ainda não há nada confirmado.

As informações são da Emater/RO, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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