RJ: Embrapa estuda cultivo de café no sul do estado

O centro-sul fluminense, que foi o ponto de partida das grandes plantações de café no Brasil no tempo do Império, poderá voltar a cultivar o grão que, durante quase um século, se constituiu a principal riqueza do país. Pesquisadores da Embrapa Solos estão realizando o zoneamento do café para o Estado, buscando identificar as áreas com menor risco de perda de produção.

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O centro-sul fluminense, que foi o ponto de partida das grandes plantações de café no Brasil no tempo do Império, poderá voltar a cultivar o grão que, durante quase um século, se constituiu a principal riqueza do país.

Para estimular o plantio do grão no Rio de Janeiro, pesquisadores da Embrapa Solos estão realizando o zoneamento do café para o Estado, buscando identificar as áreas com menor risco de perda de produção. Segundo o pesquisador Alexandre Ortega, da Embrapa Solos, responsável pela parte do trabalho relacionada ao clima, a ideia é "minimizar o risco e maximizar o sucesso".

A conclusão do zoneamento deve ocorrer até o fim deste ano.

O pesquisador Waldir de Carvalho, um dos executores do projeto, disse que há um potencial grande a ser explorado no estado para o cultivo do café. Destacou, entretanto, que "a potencialidade está nas terras que hoje são usadas para pastagens".

O zoneamento faz parte do Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que tem o objetivo de estimular o plantio de alimentos pelo pequeno produtor rural, incluindo o agricultor familiar.

O pesquisador observou que a revitalização da cultura do café no Rio depende de políticas públicas, incentivos, financiamento e crédito, entre outros fatores.

Opinião contrária

O presidente da Associação de Cafeicultores do Rio de Janeiro (Ascarj), Efigênio Salles, não crê que o zoneamento do café que vem sendo feito pela Embrapa Solos para o estado possa recuperar o plantio do grão no centro-sul fluminense.

Salles afirmou que não vê possibilidade de retorno de produção nessa área, "exatamente porque a área foi a que produziu café no tempo do Império. Essa área deixou de produzir quando a industrialização chegou ao longo do Rio Paraíba do Sul, com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Quando aquilo virou uma região industrializada, absorveu toda a mão de obra do café".

As informações são da Agência Brasil, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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Graciane
GRACIANE

SEROPEDICA - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE

EM 04/07/2012

Eu acredito na importância do mapeamento que a Embrapa Solos esta fazendo no RJ para o cultivo do café,mas creio que no momento precisamos nos apoiar,com iniciativas tanto as torrefadoras, corretores,produtores,governos,secretário de agricultura,prefeituras e toda a população, para otimizar as áreas  que ja tem a cultura do café promovendo junto a esses produtores a sustentabilidade de seu negócio,sendo o estado responsável em divulgar grande parte de nossos cafés,já que o Rio recebe grande parte dos turistas do mundo inteiro! Creio que uma maneira seria trabalhar com esses produtores nichos de mercado,como cafés especias e certificados,garantido que além de um bom café também somos responsáveis com a produção do mesmo.