Reunião entre Aécio e Mantega termina muito otimista

O governador Aécio Neves levou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira, 08, em Brasília, as reivindicações dos produtores de café de todo o país para o enfrentamento da crise pelo setor. Ao final do encontro, Aécio anunciou que o ministro se comprometeu a encontrar mecanismos para o Governo Federal negociar em sacas de café o pagamento das dívidas dos cafeicultores junto às instituições financeiras públicas.

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O governador Aécio Neves levou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira, 08, em Brasília, as reivindicações dos produtores de café de todo o país para o enfrentamento da crise pelo setor. Ao final do encontro, Aécio anunciou que o ministro se comprometeu a encontrar mecanismos para o Governo Federal negociar em sacas de café o pagamento das dívidas dos cafeicultores junto às instituições financeiras públicas. Segundo ele, o ministro também estudará medidas para que o Governo Federal crie leilão para compra de 3,5 milhões de sacas, ao preço mínimo em torno de R$ 320,00.

"O ministro disse que, no que diz respeito à parte pública dessa dívida - mais ou menos um terço dela - já há a garantia de que isso ocorrerá - e o governo está tomando as medidas finais. Não é mais alongamento, adiamento do pagamento das dívidas, é a transformação, a conversão do valor das dívidas em produto para que os produtores possam pagar, nos próximos vinte anos, 5% das dívidas ao ano com produto, com as sacas de café. O Governo estabelece o preço e paga-se com saca de café. É uma solução inteligente porque evita a inadimplência porque dinheiro eles não têm", afirmou o governador em relação à divida dos cafeicultores com instituições financeiras públicas.

Já em relação a dois terços da dívida dos cafeicultores, junto ao setor financeiro privado, o governador Aécio Neves apresentou ao ministro proposta para que, num primeiro momento, pelo menos 50% dela seja absorvida pelo governo, para que possa haver para os produtores a possibilidade do pagamento em produto. De acordo com o governador, o ministro viu com interesse essa proposta, mas não deu uma resposta definitiva.

"Ele disse que conversaria ainda hoje com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, mas nos deu uma expectativa muito favorável de que possa encontrar encaminhamento nessa direção. Portanto, também, pelo menos uma parte da dívida com o setor privado possa ser convertida em produto", disse Aécio.

Leilão

Segundo o governador, ele também lembrou ao ministro da Fazenda da ausência de um estoque regulador, por parte do Governo Federal, em relação à produção cafeeira. Durante o encontro, Mantega garantiu a Aécio Neves que buscará mecanismos para criar um leilão público para a compra de 3,5 milhões de sacas, ao próximo mínimo em torno de R$ 320,00.

"Com isso, o governo garante um estoque regulador e, obviamente, impacta no mercado, puxando para cima o preço do produto. Essas foram as duas questões centrais. Vou repetir as palavras do ministro: vejo as duas reivindicações como possíveis de serem atendidas, nem que seja parcialmente. - Então, saímos extremamente otimistas da reunião", afirmou Aécio.

O governador criticou o fato de o Brasil ser responsável por 35% da produção mundial de café e não ter qualquer interferência no preço internacional. "É o único país que tem uma produção expressiva e não tem nenhuma interferência no preço porque não tem uma política que estabeleça preço, cotas, limites de produção, enfim, essa é a questão central", disse Aécio, ressaltando que a proposta de o Governo fazer um leilão de opção de compra de três milhões de sacas de café, contribuiria para para regular o mercado, puxando-o um pouco para cima.

A cafeicultura em Minas Gerais

O governador também lembrou da importância das medidas para Minas Gerais, já que o Estado responde por cerca de 50% da produção nacional de café. Em 2008, a produção do Estado foi de 23 milhões de sacas, aumento de 42% em relação ao ano anterior. No ano passado, de US$ 5,8 bilhões vendidos pelo setor do agronegócio, US$ 3 bilhões foram proporcionados pelas vendas de café.

"Minas é o segundo maior país produtor de café do mundo. O primeiro é o Brasil, depois Minas, aí vem a Colômbia, depois vem o Vietnã. Nós hoje produzimos 50% da safra nacional com uma distribuição muito grande pelo Estado, cerca de 400 municípios mineiros têm no café sua principal atividade econômica", disse Aécio Neves.

As propostas apresentadas pelo governador ao ministro da Fazenda fazem parte da Carta de Varginha, documento produzido em março deste ano, onde cerca de 15 mil cafeicultores do país lançaram o movimento S.O.S. Cafeicultura. O movimento foi organizado pelo CNC, Faemg, Organização da Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg) e Sistema Crediminas.

As informações são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.
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ana maria bandeira vilela e silva
ANA MARIA BANDEIRA VILELA E SILVA

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/04/2009

Fico feliz que o nosso querido governador esteja disposto a ajudar politicamente a cafeicultura. Mas poderíamos lembrá-lo que seu governo penalizou estes mesmos cafeicultores com a lei que proíbe o transporte de trabalhadores rurais em caminhões adaptados e que foi sancionada em tempo recorde. Ninguém se sensibiliza com os gastos que esta lei causará aos cafeicultores e com efeito imediato, sem tempo para adaptação a ela.

Apenas para exemplo, na região que sou produtora há centenas de caminhões que deverão ser trocados por ônibus ou vans ou microônibus em curtíssimo prazo. Imaginem, mesmo aqueles que não sejam cafeicultores, o impacto econômico que será gerado. Os caminhões serão vendidos a que preço? onde? e os ônibus, serão comprados onde e como? a que preço?
Qualquer lei séria que vise melhoria e organização nos processos e na vida dos envolvidos se baseia em período de adaptação, ou seja, prazo para se fazer valer.

Afinal qualquer leigo consegue prever o impacto que uma lei dessa natureza poderá causar. Lembremos que o ônibus terá utilidade em no máximo 1/3 do ano (4 meses de colheita) e será mais um aumento nos custos de produção pago pelo cafeicultor (ainda mais nestes tempos "bicudos").

Em resumo, qual é o objetivo de não usarmos caminhões adaptados? segurança aos trabalhadores? e eles foram ou estão sendo ouvidos? qual a opinião deles e de seus sindicatos? como uma lei pretende proteger o cidadão sem o seu próprio consentimento? será que o risco de acidentes em transporte de trabalhadores em ônibus vai ser menor que em caminhões adaptados? será que ao invés de radicalmente mudar a forma de transporte não teria o mesmo efeito se aumentasse o rigor na permissão (vistoria) e fiscalização deste?

Eu preferiria investir num caminhão novo do que comprar um ônibus velho que ficará parado por 08 meses ao ano.

Fica aqui meu desabafo!
Que Deus nos ilumine
Cidely Sousa
CIDELY SOUSA

PASSOS - MINAS GERAIS - TRADER

EM 10/04/2009

Ótimo!!! Os produtores aguardam com grande expectativa resultados concretos.