Representantes da cadeia do agronegócio café participaram na terça-feira (31/10), em São Paulo, do segundo seminário sobre o Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4 C) realizado no Brasil. O encontro, conduzido pela gerente de projeto 4C, Melanie Rutten, teve como objetivo esclarecer conceitos do projeto e apresentar o cronograma para a implantação da Associação 4C, que será constituída em dezembro e começará a operar em janeiro de 2007.
O projeto 4C tem como objetivo ampliar a produção e a oferta mundial de café (grão cru) produzido com critérios e práticas agronômicos, os quais garantam a sustentabilidade social e ambiental da atividade cafeeira. Para isso, os atores da cadeia do café são estimulados a adotarem os princípios do 4C em suas atividades diárias, visando ao aperfeiçoamento contínuo das práticas de produção, processamento e comercialização do café.
Lançado em 2003, o projeto está em sua segunda etapa que é a sua discussão com representantes de produtores de café, do comércio, da indústria, e de setores de cooperação técnica e da sociedade civil no Brasil e demais países produtores de café da América Latina, da Ásia e da África. Esta fase culminará na institucionalização da Associação 4C em cada um destes mercados.
Para CNC produtor brasileiro se enquadra nas exigências do 4C
O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Maurício Miarelli, destacou, no encontro, em São Paulo, que considera importante a integração do setor produtivo ao Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4 C). Para ele, os produtores de café do País não terão qualquer dificuldade em se incluírem no 4C já que, além de estarem organizados, a atividade cafeeira, no Brasil, tem pouco impacto ambiental. Outro fator que contribui para o diagnóstico do CNC é a legislação trabalhista e ambiental vigentes no País, as quais são bastante rigorosas.
Miarelli ponderou, entretanto, que há uma preocupação, no setor produtivo relativa à criação de uma possível barreira tarifária que traga privilégios para outros países em detrimento do Brasil. Os produtores defendem ainda que se dê importância à sustentabilidade também em sua dimensão econômica, na garantia de renda ao setor da produção. Os produtores terão que arcar com custos, mas não está prevista uma contrapartida de melhoria de preço.
O seminário 4C foi realizado no Sindicato da Indústria de Café no Estado de São Paulo (Sindicafé) e contou com a participação de representantes do Conselho Nacional do Café (CNC), do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúveis (ABICS), da Confenderação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Também estava presente a Agência do Ministério para Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (GTZ).
As informações são da Área de Relações Institucionais do CNC.
Reunião discute Código Comum para a Comunidade Cafeeira
Representantes da cadeia do agronegócio café participaram na terça-feira (31/10), em São Paulo, do segundo seminário sobre o Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4 C) realizado no Brasil.
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