De acordo com agentes de mercado, muitos cafeicultores comercializaram seus lotes por mais de R$ 200,00/sc de 60 kg entre março e abril e, por isso, aqueles que não tinham urgência para vender o café, preferiram aguardar cotações mais remuneradoras para negociar. Em Rondônia, a reduzida disponibilidade do café robusta não foi suficiente para impulsionar as cotações da variedade. A saca de 60 kg de robusta tipo 7/8 (400 defeitos) foi cotada entre R$ 155,00/sc e R$ 165,00/sc a retirar, e os negócios foram pouco significativos.
Em julho, as atividades de colheita foram finalizadas tanto em Rondônia quanto no Espírito Santo. Em Rondônia, cerca de metade da produção havia sido comercializada até o final do mês. A expectativa de cafeicultores é de que a próxima safra (2010/11) de robusta apresente boa qualidade, visto que o clima tem sido favorável à manutenção e desenvolvimento dos cafezais.
Robusta registra novas quedas no físico brasileiro
As cotações do café robusta recuaram no mercado brasileiro em julho. Apesar de no início do mês as negociações terem sido satisfatórias, ao longo do período, o ritmo de comercialização reduziu e os preços caíram. A média mensal de julho do Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima foi de R$ 180,09/sc de 60 kg, queda de 4,4% sobre a média do mês anterior.
Para o tipo 7/8 bica corrida a baixa foi de 4,7% sobre junho, com média de R$ 175,83/sc. Já na bolsa de Londres (Euronext.Liffe), o vencimento setembro da variedade encerrou a US$ 1.504,00/tonelada o dia 31 de julho, significativo aumento de 13% sobre o dia 1º do mesmo mês.

As informações são do Cepea, adaptadas pela Equipe CaféPoint.