Resultados em país que permite drawback

A Índia exportou 136.287 toneladas de café (2,271 milhões de sacas de 60kg) nos primeiros sete meses do ano, até julho, 0,97% a mais que no ano anterior apesar de uma queda nos envios de grãos arábica e robusta, de acordo com dados do Governo. As exportações de café instantâneo entre janeiro e julho quase triplicaram para 30.269 toneladas (1,31 milhões de sacas - equivalente saca) de 10.433 toneladas (452.096 sacas) do ano anterior.

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O leitor Roberto Ticoulat, enviou texto transcrito ao CaféPoint, por meio de carta ao artigo "Drawback de café pode ser um jogo de ganha-ganha?". Segundo Roberto, o texto traz os resultados aferidos em um importante país produtor que permite o drawback. Leia a seguir.

Carta de Roberto Ticoulat

Estou transcrevendo um artigo publicado no COFFEE PUBLICATIONS, INC. August 10, 2007 que demonstram os resultados aferidos em um importante país produtor que permite o drawback. Somente este artigo seria suficiente para verificar os benefícios ao setor.

Artigo

Os preços do café da Índia estiveram mais altos na semana até quinta-feira com forte demanda e os grãos cereja robusta atingiram US$ 2000 a tonelada (US$ 120/sc), aproveitando os ganhos dos preços globais em alta, disseram os participantes comerciais, informou Sameer Mohindru do Dow Jones Newswires, de Nova Delhi.

"As ofertas globais estão muito escassas, particularmente de robustas lavados e os exportadores indianos estão buscando prêmios substanciais", disse um exportador de Bangalore. Ele disse que a próxima safra vietnamita é improvável antes de novembro e, até então, os robustas indianos terão forte demanda.

A Unidade de Inteligência do The Economist disse na quarta-feira que os preços do café permanecerão altos em 2008, mas uma pressão para baixa nos preços deverá ocorrer no início de 2009, por causa de um aumento na produção. Globalmente, os grãos robusta lavados estão aproveitando um prêmio de US$ 700 a tonelada (US$ 42/sc) com relação aos preços dos contratos futuros da Liffe, devido à escassa oferta, disseram os comerciantes. Eles disseram que os arábicas lavados geralmente têm um prêmio entre US$ 300 e US$ 400 a tonelada (US$ 18/sc e US$ 24/sc) com relação aos robustas lavados, mas este caiu para cerca de US$ 100 a tonelada (US$ 6/sc) devido ao aumento do preço do último.

"Os preços dos grãos pergaminho robusta (robustas lavados) têm subido, próximo àqueles das plantações de arábica de classificação A. Este é um raro fenômeno", disse um exportador. Ele disse que misturas variáveis de classificações diferentes de café são difíceis para as torrefadoras ou então muitas teriam começado usando arábicas em vez de grãos de robustas lavados. Até mesmo os grãos cereja robusta indianos estão faturando um prêmio de mais de US$ 170 a tonelada (US$ 10,2/sc) com relação aos contratos da Liffe, mais que os US$ 160 (US$ 9,6/sc) da semana anterior.

Vendas também foram registradas para os grãos arábica durante a semana, disseram os traders. Eles disseram que os estoques iniciais foram sendo mantidos pelos produtores em antecipação aos maiores preços. Cerca de 35% dos estoques de arábica não estão vendidos, mas a qualidade pode ser uma causa de preocupação, disse um exportador de Hassan na Província do sul da Índia Karnataka.

A Índia estava inicialmente oferecendo arábicas a um prêmio de cerca de 20 centavos a libra (US$ 26,45/sc) sobre os contratos da New York Board of Trade (NYBOT). Depois, o prêmio caiu para 12 centavos (US$ 15,87/sc) e agora está em cerca de cinco centavos (US$ 6,61/sc). Entretanto, os arábicas sul-americanos ainda estão mais baratos, com um prêmio de 2 centavos (US$ 2,65/sc) com relação aos contratos da NYBOT. Geralmente, a Índia vende arábicas com desconto sobre os contratos da NYBOT.

A Índia exportou 136.287 toneladas de café (2,271 milhões de sacas de 60kg) nos primeiros sete meses do ano, até julho, 0,97% a mais que no ano anterior apesar de uma queda nos envios de grãos arábica e robusta, de acordo com dados do Governo. As exportações de café instantâneo entre janeiro e julho quase triplicaram para 30.269 toneladas (1,31 milhões de sacas - equivalente saca) de 10.433 toneladas (452.096 sacas) do ano anterior, de acordo com o relatório.

Texto traduzido pelo CaféPoint a partir do original enviado em inglês.

Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint.
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Roberto Ticoulat
ROBERTO TICOULAT

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/08/2007

Meu Caro Luiz Haffers,

Estou plenamente de acordo com sua posição. O Brasil ainda não aprendeu a planejar o futuro e por isso vivemos os casuísmos que todos os dias lemos nos meios de comunicação.

Infelizmente este é o país que vivemos mas, de toda a forma, continuarei defendendo o que acredito serem os interesses mais abrangentes de todo o nosso setor, ao invés de ficar parado e olhando novas indústrias sendo abertas nos nossos principais concorrentes.

É uma pena que o setor não priorize a discussão das vantagens de possuirmos indústrias fortes, com marcas importantes no mercado internacional. Ao contrário, somos o maior produtor mundial, com o mercado doméstico mais dinâmico, com uma cafeicultura invejável em todos os sentidos porém, sendo tomados pelas indústrias estrangeiras e continuando a servir o mercado mundial com uma commodity com pouca agregação de valor.

Um abraço,

Roberto Ticoulat
Luiz Marcos Suplicy Hafers
LUIZ MARCOS SUPLICY HAFERS

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 20/08/2007

A questão do drawback passou a ser politica e não técnica. Apesar de ser possível todas as salvaguardas, sou pessimista em relação à possibilidade de aprovação